Toyota Auris Touring Sports HSD

Deu positivo o teste efetuado pelo JORNAL DAS OFICINAS à primeira carrinha full hybrid do segmento C: Auris Touring Sports HSD. Com 136 cv de potência máxima combinada, quatro modos de condução e invejáveis níveis de consumos e emissões, esta proposta ambiental seduz, também, pelo conforto, pelo espaço e pela tecnologia.

Tudo começou em 1997 quando, em Dezembro, a Toyota lançou, no Japão, a primeira geração do Prius, que só em Setembro do ano 2000 chegou à Europa. Foi o início de uma ofensiva híbrida sem paralelo. O rasto ecológico (e tecnológico) da Toyota já há muito que ficou desenhado na história do planeta, graças à redução de milhões de toneladas de CO2, conseguida através dos seus modelos híbridos. 

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Hoje, só da parte da Toyota, são seis os modelos equipados com o sistema Hybrid Synergy Drive (HSD) que estão disponíveis em Portugal. O Auris Touring Sports é um deles. Para mais, consiste na primeira carrinha full hybrid do segmento C. E é, a seguir ao Prius, o modelo híbrido mais popular da Toyota na Europa. Razões mais do que suficientes para que, nesta edição o analisemos ao pormenor.

Detalhes específicos
Não fossem os símbolos da Toyota com fundo azul e os letterings aplicados quer na secção lateral (Hybrid) quer na traseira (Hybrid Synergy Drive), a variante híbrida do Auris Touring Sports facilmente passaria por uma versão “convencional”. Desde que, claro, dispusesse do nível de equipamento Exclusive aqui presente, que, no exterior, adiciona vidros traseiros escurecidos e jantes de 17” com dez raios de tonalidade ligeiramente mais escura.

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Elegante e bem desenhada, esta carrinha deve grande parte do seu apelo visual às luzes diurnas LED, aos indicadores de mudança de direção integrados nos retrovisores e às inserções cromadas aplicadas na base das molduras dos vidros, grelha, faróis de nevoeiro e pára-choques. A outra parte é assegura pelo opcional teto panorâmico “Skyview” e pelas barras cromadas no tejadilho, do tipo “Flat Type”. As proporções da carroçaria e o desenho dos grupos óticos contribuem, também, para a postura confiante desta carrinha nipónica.

Para aceder ao habitáculo e à bagageira, assim como para ligar o motor, não é necessário utilizar a chave, graças ao sistema “Smart Entry & Start”. Um dos muitos “mimos” com os quais o Auris Touring Sports nos brinda. Ao qual se pode juntar o opcional sistema Toyota Touch & Go (sistema de navegação; otimização das capacidades do Bluetooth; ligação USB avançada; compatibilidade com aplicações externas, requerendo esta telemóvel e partilha de Internet compatíveis), o ar condicionado automático “dual zone”, os sensores de luz e chuva, o retrovisor interior eletrocromático, o cruise-control, os faróis com sistema “follow me home”, as três tomadas de 12V, os bancos em pele parcial com aquecimento nos dianteiros e o sistema inteligente de ajuda ao estacionamento, que permite efetuar as manobras sem ter... as mãos no volante! 

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Funcional e espaçoso, o habitáculo do Auris Touring Sports faz-se valer ainda de um posto de condução ergonómico, de uma qualidade convincente e de uma bagageira ampla, que não só agrada pelo volume (530 a 1658 litros), como, também, pelo sistema “Easy Flat”, que permite rebater, mediante uma simples alavanca, os bancos posteriores, criando uma zona de carga totalmente plana. Para além de contar com mostradores específicos, esta proposta ambiental projeta no ecrã da consola central todo o esquema de funcionamento do sistema híbrido que a move.

Único na classe
Confortável, seguro, previsível e fácil de conduzir, ainda que o tato do pedal do travão não igual ao das versões “convencionais”, a variante híbrida do Auris Touring Sports tem no sistema Hybrid Synergy Drive (HSD) o seu ex-líbris. Contempla um motor de quatro cilindros a gasolina, que funciona segundo o ciclo Atkinson (1.8 VVT-i de 100 cv e 142 Nm), uma bateria de hidreto metálico-níquel alojada sob o banco traseiro e um motor elétrico de 60 kW, resultando numa potência máxima combinada de 136 cv, que é transmitida às rodas dianteiras por intermédio de uma caixa automática de variação contínua (e-CVT). O controlo eletrónico da transmissão do sistema HSD foi modificado para gerar uma sensação de aceleração mais suave e mais natural, criando uma relação mais direta entre a velocidade do veículo e as rotações do motor.

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Conduzir a variante híbrida do Auris Touring Sports é extremamente fácil. Basta ligar o motor premindo o botão “Power”, libertar a alavanca do travão de mão e pressionar o pedal do travão para se selecionar as posições “D” (andar para a frente) ou “R” (marcha-atrás) através de uma pequena alavanca azul de comando. Por defeito, o modo que está ativado sempre que se liga o veículo é o “Normal”, existindo, depois, os modos “EV”, “Eco” e “Power” em função das pretensões.

O funcionamento dos dois motores (gasolina e elétrico) é gerido por uma unidade de controlo. O motor a gasolina envia movimento para as rodas e, ao mesmo tempo, faz atuar um gerador elétrico, cuja energia aciona o motor elétrico ou é armazenada na bateria. Sempre que se liga o veículo (desde que as baterias não se encontrem abaixo de um nível pré-definido), quando se arranca (desde que suavemente sem nunca exceder os 70 km/h) ou em descidas longas e pouco acentuadas, é apenas o motor elétrico que desloca esta carrinha. Em situações normais, ambos os motores estão em funcionamento e ambos movem o veículo, sendo parte da energia utilizada para o efeito e outra parte direcionada para recarregar a bateria. Em aceleração, ambos os motores estão em funcionamento, sendo, para além disso, retirada energia da bateria para fazer mover o motor elétrico com mais força.

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Nas desacelerações e nas travagens (existe, também, um sistema regenerativo nos travões), o motor elétrico funciona como gerador, transformando a energia cinética das rodas em energia elétrica que é armazenada na bateria. Sempre que o Auris Touring Sports HSD pára, como, por exemplo, num semáforo vermelho, o motor a gasolina é desligado, ligando-se depois de o veículo ter arrancado em elétrico.

Para além do “Normal”, existem os modos “EV” (permite circular em 100% elétrico com a bateria totalmente carregada até um máximo de 2 km, desde que não se excedam os 50 km/h), “Eco” (o sistema híbrido responde de forma mais suave quando o condutor pressiona o acelerador de forma mais agressiva, sendo o funcionamento do ar condicionado otimizado para reduzir consumos) e “Power” (é modificada a resposta do acelerador, tornando-se até 25% mais rápida, de modo a proporcionar mais potência para obter melhores performances).

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Ficha Técnica 

MOTOR DE COMBUSTÃO
Tipo: 4 cilindros em linha, transversal, dianteiro
Cilindrada (cc): 1798
Diâmetro x curso (mm): 80,5x88,3
Taxa de compressão: 13,0:1
Potência máxima (cv/rpm): 100/5200
Binário máximo (Nm/rpm): 142/4000
Distribuição: 2 v.e.c./VVT-i, 16 válvulas
Alimentação: injeção eletrónica multiponto

MOTOR ELÉTRICO
Tipo: síncrono de magneto
Voltagem máxima (V): 650
Potência máxima (kW/rpm): 60/n.d. 

RENDIMENTO COMBINADO
Potência máxima combinada (cv/rpm): 136/4800

BATERIA
Tipo: hidreto metálico-níquel
Voltagem nominal (V): 201,6
Capacidade nominal (Ah): 6,5
Número de módulos: 28

TRANSMISSÃO
Tração: dianteira com VSC
Caixa de velocidades: automática de variação contínua (e-CVT) 

DIREÇÃO
Tipo: pinhão e cremalheira
Assistência: sim (elétrica)
Diâmetro de viragem (m): 10,8

TRAVÕES
Dianteiros (ø mm): discos ventilados (285)
Traseiros (ø mm): discos maciços (270)
ABS: sim, com EBD+BAS+HAC

SUSPENSÕES
Dianteira: McPherson
Traseira: Triângulos sobrepostos
Barra estabilizadora dianteira/traseira: sim/sim

PERFORMANCES ANUNCIADAS
Velocidade máxima (km/h): 180
0-100 km/h (s): 11,2
Consumo extra-urb./comb./urb. (l/100 km): 3,9/4,0/3,9
Emissões de CO2 (g/km): 92
Nível de emissões: Euro 5

DIMENSÕES, PESO E CAPACIDADES
Cx: 0,29
Comprimento/largura/altura (mm): 4560/1760/1475
Distância entre eixos (mm): 2600
Vias frente/trás (mm): 1515/1515
Capacidade do depósito (l): 45
Capacidade da mala (l): 530-1658
Peso (kg): 1540
Relação peso/potência combinada (kg/cv): 11,3
Jantes de série: 7Jx17”
Pneus de série: 225/45R17
Pneus unidade testada: Dunlop SP Sport FastResponse, 225/45R17 91W

GARANTIAS
Mecânica: 5 anos ou 160 000 km
Pintura: 3 anos
Anticorrosão: 12 anos
Bateria: 5 anos ou 160 000 km

ASSISTÊNCIA
1.ª revisão: 15 000 km
Custo 1.ª revisão (c/ IVA): €119,65
Intervalos: cada 30 000 km

Preço (s/ despesas): €29 035 (unidade testada: €30 460)
Imposto Único Circulação (IUC): €194,30