Nissan Note 1.2 DIG-S Tekna Premium

Rodeado de fortes medidas de segurança, dotado de um nível de equipamento completo e exibindo um estilo desportivo graças ao Pack Dynamic, o Nissan Note 1.2 DIG-S faz-se valer, também, de um motor tricilíndrico de injeção direta de gasolina, sobrealimentado por um compressor volumétrico, para vincar a diferença.

A versão mais potente do Nissan Note aqui está. Responde pelo nome de 1.2 DIG-S (abreviatura de Direct Injection Gasoline – Supercharged), disponibiliza dois níveis de equipamento, pode ser requisitada com o Pack Dynamic e têm à sua disposição dois tipos de transmissão: caixa manual ou Xtronic. Utilizado, primeiro, no Micra, o evoluído motor tricilíndrico de injeção direta de gasolina que equipa o Note anuncia a melhor eficiência e os custos de funcionamento mais baixos da classe. Realidade ou ficção? Saiba a resposta nas próximas linhas.

Visual irreverente
Tal como os crossovers Juke e Qashqai, o Note resultou de um programa de design e engenharia que teve como objetivo desenvolver e aperfeiçoar todos os elementos-chave para os clientes europeus. Esse trabalho, levado a cabo no Centro Técnico Europeu Nissan (NTCE), deu origem a um utilitário que, de acordo com a marca, excede os padrões da classe e introduz novos e arrojados conceitos no segmento. O Note implicou um investimento de 147,5 milhões de euros em novas instalações de produção, sendo construído na fábrica da Nissan em Sunderland, no Reino Unido, lado a lado com os Leaf, Juke e Qashqai.

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Seria um Note igual a qualquer outro não fosse o Pack Dynamic, que lhe confere um visual irreverente: vidros traseiros escurecidos, spoiler de tejadilho, pára-choques dianteiro desportivo, pára-choques traseiro com acabamento carbono, frisos laterais, grelha dianteira em preto brilhante e jantes de 16” corte de diamante. A carroçaria pintada de azul “Sonic” (€370) acentua-lhe o ar jovial.

O interior, que dispõe de volante exclusivo, seduz pelo posto de condução ergonómico, pelo amplo espaço disponível para ocupantes e bagagem e pelo equipamento recheado. Na versão Tekna Premium, aqui em apreço, o Note oferece ar condicionado automático, chave inteligente, sensores de luz e chuva, bancos traseiros rebatíveis (sistema “Karakuri”) e deslizáveis (permite criar mais 86 litros de espaço na mala), cobertura da bagageira “Flexiboard” e NissanConnect 2.0 (sistema de navegação 3D com ecrã tátil a cores de 
5,8” e Bluetooth), que inclui tecnologia Google Send-to-Car, só para citarmos alguns itens.

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Se a qualidade de construção, não sendo brilhante, é convincente, já os dispositivos de segurança instalados a bordo indicam que este não é um utilitário qualquer: seis airbags, fixações Isofix, indicador de pressão baixa dos pneus, controlo de estabilidade, câmara de visão 360° e escudo de proteção inteligente, que integra aviso de ângulo morto, detetor de 
movimento e aviso de mudança de faixa.

Os três sistemas que compõem o escudo de proteção inteligente recebem informações de uma única câmara panorâmica, montada na traseira do veículo. Estando esses três sistemas dependentes dessa câmara, torna-se essencial manter uma visualização clara a partir deste dispositivo. Por isso, os engenheiros da Nissan criaram mais uma inovação: um sistema incorporado de lavagem e secagem da câmara, que utiliza um jato de água seguido de um jato de ar comprimido para secar a lente.

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Condução agradável
Com jantes de 16” e alterações na suspensão (molas, amortecedores e barras estabilizadoras), o Note 1.2 DIG-S viu a direção ser revista e recebeu braços de reforço na frente e na traseira de modo a aumentar a rigidez da carroçaria. Para além disso, também foi alvo de modificações no software do controlo de estabilidade com o intuito de assegurar perfeita compatibilidade com as alterações estruturais. Na prática, este utilitário é agradável de conduzir.

Ainda que não disponha de um temperamento muito desportivo, uma vez que a carroçaria exibe um rolamento em curva superior ao ideal e a caixa tem umas relações mais longas do que o desejável, a direção tem uma assistência correta e os travões cumprem com competência a sua função.

Mas o principal cartão-de-visita deste Note, em termos mecânicos, é o motor 1.2 DIG-S, que dispõe de um contrapeso de compensação na polia da cambota de modo a atenuar os desequilíbrios inerentes ao facto de dispor de apenas três cilindros. Já a adoção do processo de combustão com Ciclo Miller, aliado à solução de sobrealimentação por compressor volumétrico, aumentam a eficiência para permitir apresentar a economia e as baixas emissões de um motor Diesel.

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O Ciclo Miller que caracteriza o funcionamento do motor DIG-S introduz um tempo de admissão em duas etapas (originando, assim, um quinto tempo), mantendo a válvula de admissão aberta por mais tempo comparativamente à de um motor com ciclo convencional. Associado a uma taxa de compressão mais elevada e com o compressor a aumentar a potência em baixos regimes, consegue-se, assim, uma fase de combustão mais completa. Equipado com sistema start/stop (pode ser desligado pelo condutor), o motor DIG-S integra um compressor volumétrico que dispõe de uma embraiagem eletrónica. O que permite que o compressor esteja desligado do motor quando não é necessária a sua atuação, traduzindo-se numa redução das perdas devidas à fricção.

Com uma vivacidade digna de registo em condução urbana, o Note 1.2 DIG-S revela, contudo, algumas limitações quando enveredamos por estradas nacionais e autoestradas. As acelerações até são enérgicas, mas as recuperações deixam algo a desejar, pelo que o recurso à caixa de velocidades é deveras frequente. Emitindo um som de funcionamento típico de um motor de três cilindros, ainda que a sobrealimentação lhe confira uma sonoridade mais encorpada, este utilitário japonês agrada, também, pelos baixos níveis de consumos e pelas reduzidas emissões de CO2.

 

Ficha Técnica

MOTOR
Tipo: 3 cilindros em linha, transversal, dianteiro
Cilindrada (cc): 1198
Diâmetro x curso (mm): 78,0x83,6
Taxa de compressão: 12,0:1
Potência máxima (cv/rpm): 98/5600
Binário máximo (Nm/rpm): 147/4400
Distribuição: 1 v.e.c., 12 válvulas
Alimentação: injeção direta de gasolina
Sobrealimentação: compressor volumétrico

TRANSMISSÃO
Tração: dianteira com ESP
Caixa de velocidades: manual de 5+ma

DIREÇÃO
Tipo: pinhão e cremalheira
Assistência: sim (elétrica)
Diâmetro de viragem (m): 10,7

TRAVÕES
Dianteiros (ø mm): discos (n.d.)
Traseiros (ø mm): tambores (n.d.)
ABS: sim, com EBD+BAS

SUSPENSÕES
Dianteira: McPherson
Traseira: eixo semi-rgido
Barra estabilizadora frente/trás: sim/não

PERFORMANCES ANUNCIADAS
Velocidade máxima (km/h): 181
0-100 km/h (s): 11,7
Consumos (l/100 km) Extra-urbano/Combinado/Urbano: 3,8/4,3/5,2
Emissões de CO2 (g/km): 99
Nível de emissões: Euro 5

DIMENSÕES, PESO E CAPACIDADES
Cx: 0,30
Comprimento/largura/altura (mm): 4140/1695/1530
Distância entre eixos (mm): 2600
Largura de vias frente/trás (mm): 1470/1475
Capacidade do depósito (l): 41
Capacidade da mala (l): 325-1495
Peso (kg): 1189
Relação peso/potência (kg/cv): 12,1
Jantes de série: 6Jx16”
Pneus de série: 195/55R16
Pneus unidade testada: Bridgestone Turanza ER300, 195/55R16 87V

GARANTIAS
Mecânica: 3 anos ou 100 000 km
Pintura: 6 anos
Anticorrosão: 12 anos

ASSISTÊNCIA
1.ª revisão: 20 000 km
Custo 1.ª revisão (c/ IVA): €99,31
Intervalos: cada 12 meses ou 20 000 km

 
Preço (s/ despesas): €21 790 (unidade testada: €22 160)
Imposto Único Circulação (IUC): €97,82