Hyundai Veloster Turbo Style

Dono de uma dinâmica eficaz, equipado com motor 1.6 T-GDi de 186 cv e exibindo uma invulgar carroçaria de quatro portas, o Hyundai Veloster Turbo, mais do que uma atração coreana, é um emotivo modelo compacto que fica gravado na memória de quem o conduz.

Originalidade e exclusividade não lhe faltam. Arrojo estético muito menos. O Hyundai mais eficaz e irreverente do momento chama-se Veloster. Na versão 1.6 T-GDi de 186 cv, ou, simplesmente, Turbo, oferece prestações à altura da sua indumentária. Se adicionarmos um nível de equipamento (Style) completo e um preço competitivo, estão reunidos os ingredientes que tornam saborosa esta receita oriental.

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Porta indiscreta
Não existe no mercado outro automóvel que tenha esta configuração de carroçaria. O Veloster combina o estilo de um coupé com a funcionalidade de um quatro portas. O slogan criado pela Hyundai para ele não podia ter sido melhor escolhido: “Por um lado, é um coupé. Por outro, um familiar.” O maior protagonismo do Veloster vai, assim, para a porta traseira direita, a única que dá acesso direto aos lugares posteriores. E esta é, sem dúvida, a característica mais original deste familiar compacto, que exibe ares de coupé desportivo.

Do leque de cores disponíveis para a carroçaria, o castanho desta unidade realça as jantes de 18” com cinco raios e as luzes diurnas de LED. O logótipo Turbo a vermelho colocado no portão traseiro, o deflector no topo do óculo posterior, as cavas das rodas e pára-choques proeminentes, a volumosa entrada de ar dianteira, os faróis de nevoeiro redondos, os “piscas” nas caixas dos retrovisores e as duas saídas de escape ao centro integradas no difusor traseiro, traduzem toda a vocação do mais musculado dos Veloster. Se as quatro portas asseguram a faceta familiar deste Hyundai, já a elevada linha de cintura e a reduzida superfície vidrada traduzem a sua filosofia de coupé.

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Ainda que alguns materiais pudessem exibir uma qualidade superior, nomeadamente os plásticos e o revestimento duro do tablier, a verdade é que é difícil apontar críticas ao habitáculo. Desde logo, pelo posto de condução ergonómico. O volante, de três braços, proporciona boa pega e está bem situado. O banco oferece um suporte lateral e lombar de bom nível. O pedais, em alumínio, estão bem colocados. Já a localização dos comandos secundários, também não merece qualquer reparo.

Recheado em equipamento, o Veloster faz-se valer, também, de uma lista expressiva de dispositivos de segurança e de uma bagageira razoável. Claro que o acesso é penalizado pela configuração sui generis da carroçaria, mas o volume até nem compromete. E a habitabilidade também não desilude. É certo que os 2650 mm de distância entre eixos não permitem grande liberdade de movimentos e que a altura do tejadilho é relativamente baixa, mas, para coupé, não é mau. Já para familiar, claro que fica aquém do esperado. A não ser, claro, em acessibilidade: a porta traseira do lado direito permite a entrada fácil e direta de ocupantes para o banco posterior. 

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Energia contagiante
Com 4250 mm de comprimento e 1388 kg de peso, o Veloster Turbo dispõe de um baixo centro de gravidade, rodas colocadas nos limites físicos da carroçaria e suspensão que, apesar da simplicidade dos esquemas utilizados, conta com um acerto firme e mantém uma réstia de conforto sempre que o piso não é perfeito. O desempenho dinâmico é, por isso, de grande nível. Não existe no mercado outro Hyundai que seja tão reativo e que transmita tanta envolvência como o Veloster Turbo. É um facto que a direção podia ser um pouco mais acutilante, assim como o comando da caixa manual de seis velocidades podia ser menos renitente, mas nada que comprometa a postura confiante, decidida e eficaz deste modelo sul-coreano. Os travões cumprem bem a sua missão.

O Veloster Turbo deve todo o seu (grande) fôlego ao motor que o equipa. Trata-se de um quatro cilindros de 1,6 litros da família Gamma, com injeção direta de gasolina, que recorre a um turbocompressor twin-scroll para chegar aos 186 cv e 265 Nm. Dotado de uma sonoridade possante, este motor permite chegar, sem esforço, aos 220 km/h no velocímetro. Claro que, depois, os consumos ressentem-se (até porque não existe qualquer função start/stop que desligue o motor num semáforo vermelho ou numa fila de trânsito), mas o prazer de condução sobrepõe-se a qualquer atitude mais economicista. 

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Igualmente digno de registo é o desempenho do Veloster Turbo nas curvas com trocas de apoio mais exigentes. Se adotarmos uma atitude mais agressiva, o controlo de estabilidade intervém para acalmar os ânimos e repor a ordem natural das coisas, mesmo que a situação não exija assim tanto cuidado. Desligando-o, o condutor passa a ter a “faca e o queijo” na mão. É ele que decide onde, quando e como quer que o Veloster Turbo se comporte.

No limite, a subviragem surge primeiro e a traseira parece mais colada à estrada. Mas, em curvas médias feitas com a 3ª ou 4ª velocidades engrenadas e com boa dose de acelerador, o eixo traseiro ganha vida sem causar calafrios. Desde que, claro, o controlo de estabilidade esteja desativado. Seja a acelerar ou a recuperar, o motor 1.6 T-GDi de 186 cv oferece sempre uma energia contagiante.

Para além de tudo o que, atrás, foi mencionado, existem ainda mais duas coisas que agradam no Veloster Turbo: o preço e a garantia “5 Anos Sem Limite de Quilómetros”, que inclui “5 Anos de Assistência em Viagem” e 5 Anos de Verificações Anuais Gratuitas”. Melhor, é difícil.

Hankook Ventus Prime 2: tecnologia GripTech
O Hyundai Veloster Turbo que a REVISTA DOS PNEUS testou vinha equipado com Hankook Ventus Prime 2, de medida 215/40R18 85V, em ambos os eixos. Das várias características de que dispõe, este pneu foi concebido, segundo o seu fabricante, com recurso a tecnologia de ponta desenvolvida obedecendo a um desenho de padrão biónico para o piso (em forma de dente de Jaguar) para garantir a melhor aderência.

A tecnologia GripTech presente no Hankook Ventus Prime 2 assegura uma performance de topo, ao mesmo tempo que ajuda a otimizar o desempenho em molhado e a melhorar as distâncias de travagem. Ao integrar um novo composto de sílica, que desempenha um papel fundamental em todas as situações de condução e em todos os tipos de piso, o Hankook Ventus Prime 2 revelou estar perfeitamente à altura das solicitações exigidas pelo Hyundai Veloster Turbo, contribuindo para a boa estabilidade e para uma motricidade digna de elogios.

 

Ficha Técnica 

MOTOR
Tipo: 4 cilindros em linha, transversal, dianteiro
Cilindrada (cc): 1591
Diâmetro x curso (mm): 77,0x85,4
Taxa de compressão: 9,5:1
Potência máxima (cv/rpm): 186/5500
Binário máximo (Nm/rpm): 265/1500-4500
Distribuição: 2 v.e.c./D-CVVT, 16 válvulas
Alimentação: injeção direta de gasolina
Sobrealimentação: turbocompressor twinscroll

TRANSMISSÃO
Tração: dianteira com ESP
Caixa de velocidades: manual de 6+ma

DIREÇÃO
Tipo: pinhão e cremalheira
Assistência: sim (elétrica)
Diâmetro de viragem (m): 10,4

TRAVÕES
Dianteiros (ø mm): discos ventilados (280)
Traseiros (ø mm): discos maciços (254)
ABS: sim, com EBD+BAS+HAC

SUSPENSÕES
Dianteira: McPherson
Traseira: eixo semi-rígido
Barra estabilizadora frente/trás: sim/sim

PERFORMANCES ANUNCIADAS
Velocidade máxima (km/h): 214
0-100 km/h (s): 7,2
Consumos (l/100 km) Extra-urbano/Combinado/Urbano: 5,5/6,9/9,3
Emissões de CO2 (g/km): 157
Nível de emissões: Euro 5

DIMENSÕES, PESO E CAPACIDADES
Cx: 0,33
Comprimento/largura/altura (mm): 4250/1805/1399
Distância entre eixos (mm): 2650
Largura de vias frente/trás (mm): 1557/1570
Capacidade do depósito (l): 50
Capacidade da mala (l): 320-984
Peso (kg): 1388
Relação peso/potência (kg/cv): 7,4
Jantes de série: 7 1/2Jx18”
Pneus de série: 215/40R18
Pneus unidade testada: Hankook Ventus Prime 2, 215/40R18 85V

Imposto Único Circulação (IUC):    €176,08
Preço (s/ despesas): €31 560 (unidade testada: €31 880)