Mercedes-Benz Vito

Líder de uma geração de furgões que colocou os veículos de trabalho num patamar “premium”, o Vito recebe, em 2014, uma geração totalmente nova. Que é revolucionária até pela multiplicidade de soluções que oferece ao utilizador. É caso para dizer: o Vito está vivo e recomenda-se.

Após dois anos de grande atividade com o lançamento de uma gama de veículos de trabalho totalmente nova, a Mercedes-Benz culmina esta sua fase com a estreia do novo Vito.

A versão trabalhadora do Classe V (a base é a mesma e a partilha de componentes entre ambos é muito vasta) é produzida na fábrica espanhola de Vitória para a Europa, mas, a breve trecho, esta nova geração vai transformar-se no segundo produto global dos comerciais ligeiros da Mercedes-Benz. Depois da Sprinter, o Vito vai ser vendido nos EUA e na América do Sul, depois da Europa.


Esteticamente idêntico ao Classe V, o novo Vito apresenta-se moderno e apelativo. Sem esquecer as qualidades intrínsecas de trabalho, exatamente o que se pretende num veículo com estas caraterísticas. Estará à venda em Novembro próximo (as pré-vendas arrancam em Setembro) e disponibilizará versões furgão e Tourer, esta última uma nova designação que a Mercedes-Benz encontrou para definir as opções de passageiros.

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As escolhas podem ser feitas entre duas distâncias entre eixos, três comprimentos e quatro pesos admissíveis distintos. Nos três comprimentos, o novo Vito é 1400 mm mais comprido do que o anterior.

No caso da variante Tourer, o cliente poderá optar entre uma versão Base (menos equipada e mais básica), uma Pro (mais versátil e funcional) e ainda uma Select (mais requintada). Ou seja, a Tourer pode ser moldada para acomodar os mais diversos tipos de passageiros, desde operários da construção civil até executivos, passando por elementos de equipas desportivas.

Novo motor 1.6 CDI
Se, no exterior, o Vito e o Classe V são muito idênticos, no interior, a Mercedes-Benz afastou-os, dando ao Vito uma configuração mais ao estilo do Sprinter. O volante é o mesmo do Classe V, mas tudo o resto muda dependendo do perfil do veículo e até do utilizador. Os três lugares na cabina mantêm-se, sendo uma grande mais-valia num veículo com estas caraterísticas.

Debaixo do capot, o novo Vito estreia um motor 1.6 CDI trabalhado em parceria com a divisão de veículos ligeiros da marca alemã, mas cuja base tem origem no know-how da Renault. O OM 622 tem dois níveis de potência, 90 e 115 cv, e vai ser montado em posição transversal.

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Para complementar a gama, a marca alemã mantém em comercialização o conhecido OM 651, o bloco de 2,1 litros, que estará disponível com três patamares de potência: 136, 163 e 190 cv. Todos os motores cumprem as normas Euro 6, sendo que a versão mais potente necessita da adição de adBlue para atingir essa meta. Ainda na parte mecânica, a direção passa a ser eletromecânica.

No novo Vito, merece, também, destaque a segurança, com a marca a propor 4 ou 6 airbags de série, dependendo da versão furgão ou de passageiros, com a possibilidade de chegar às oito almofadas de ar. De série, na gama encontramos o Adaptative ESP, o Attention Assist, o Crosswind e o TPMS (sensor de pressão de pneus) Mas vai ser possível optar pelo assistente de faixa de rodagem, pelo avisador de ângulo morto, pelo Park Pilot ou até pela câmara de marcha-atrás.

Tração para todos os gostos: Dianteira, total ou traseira
A novidade mais sonante da nova geração do popular furgão da Mercedes-Benz é o facto de passar a disponibilizar versões de tração dianteira. Tem algumas desvantagens face à tração traseira, mas os custos de produção e de comercialização acabam por ser agilizados. Os Vito de tração dianteira estão disponíveis apenas com a motorização 1.6 CDI de 90 e 115 cv. A juntar às versões de tração dianteira, a Mercedes-Benz mantém a tração traseira e a tração integral (só no motor 2.1), que, em Portugal, não terá expressão.


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