Fiat Ducato

A sexta geração do Ducato chega ao mercado em Setembro de 2014 e pretende colocar a Fiat na liderança de um segmento que conhece como “a palma da sua mão”. Na oferta de 10 mil configurações diferentes existirá, seguramente, uma adaptada ao seu negócio.

O ano de 2014 foi escolhido pela maioria dos construtores de veículos comerciais para lançarem a renovação dos seus furgões e a Fiat não ficou de fora. A sexta geração do Ducato, modelo que apareceu no mercado em 1981 e que contou com renovações em 1990, 1994, 2002 e 2006, tem conseguido manter uma performance de vendas muito interessante na Europa, posição que pretende conservar a partir de uma produção de 133 mil unidades/ano.

O novo furgão italiano, que chega ao mercado nacional em Setembro de 2014, implicou um investimento de 700 milhões de euros e demorou cinco anos a ser desenvolvido. A Fiat procurou um design moderno por fora e funcional por dentro, sem fazer concessões no domínio do conforto para o condutor.

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O coeficiente de penetração aerodinâmica, de 0,31, está praticamente ao nível de um veículo familiar, sinal do empenho em reduzir a força do ar contra a carroçaria, o que, aliado a um conjunto de pneus de baixa resistência ao rolamento, pressupõe resultados importantes no em termos de consumo de combustível.

O Ducato da nova geração assenta em quatro pilares fundamentais: durabilidade, eficiência, novas tecnologias e desenho orientado para o cliente. A gama de motorizações é um verdadeiro exemplo destes quatro pontos fundamentais que serviram de inspiração para o desenvolvimento deste novo furgão transalpino. 


Potências de 110 a 180 cv
Os propulsores de serviço começam no 2,0 litros de 115 cv (6,3 l/100 km) e avançam para o bloco de 2,3 litros com três níveis de potência: 110 (6,3 l/100km), 130 e 150 cv. Para tarefas mais pesadas que exijam outro nível de performance, a Fiat disponibiliza um bloco de 3,0 litros com... 180 cv! Às caixas manuais de cinco e seis velocidades, junta-se, em opção, uma solução robotizada que dá pelo nome de Confort-Matic.

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O JORNAL DAS OFICINAS conduziu uma variante do novo Ducato equipada com motor de 150 cv e caixa robotizada. Não será uma das escolhas preferenciais dos portugueses, mas foi o suficiente para perceber que a qualidade de construção melhorou substancialmente, em especial na cabina, onde a posição de condução continua a ser demasiado elevada, apesar dos muitos acertos e regulações do banco e do volante.

O motor de 150 cv tem um equilíbrio ótimo em toda a faixa de regime e a caixa Confort-Matic revela enorme eficácia, sempre com rapidez e suavidade na engrenagem, transformando-se num excelente aliado para quem se preocupa com consumos e eficiência. O sistema start/stop integrado consegue reduzir o consumo em 10%.

Outro aspeto muito importante nas contas deste novo Ducato são os intervalos de assistência, que passam a acontecer a cada 48 mil km, posicionando o Ducato como um dos mais rentáveis do seu segmento. A versão 2.0 MJet de 115 cv, a mais pequena de todas, com 8 m3, tem um preço de entrada de €27.843.

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Muitas, mas mesmo muitas, soluções: Volumes úteis de carga de 8 a 17 m3
O novo furgão de grandes dimensões da Fiat está disponível em quatro comprimentos de carroçaria, três distâncias entre-eixos e três alturas, oferecendo volumes úteis de carga de 8 a 17 m3. A gama será constituída por furgões fechados e vidrados, chassis-cabina simples e dupla, com três e sete lugares, respetivamente, além de versões para transformação pelos carroçadores (chassis despidos; cabina dupla).

Para facilitar as operações de carga e descarga, as portas laterais deslizantes dispõem de uma largura máxima de 1,25 m e as portas traseiras apresentam uma altura máxima de 2,03 m. Estas últimas abrem a 96°, sendo extensível a 180° através de um tirante escamoteável, podendo, em opção, alcançar os 270°. A altura ao solo situa-se entre os 49,3 e os 60,2 cm.