“Lutamos pela eficiência e pela ausência de erros”

Luis Costa fundou a Japopeças há 30 anos. Este ano, lançou um inovador portal B2B e prepara-se para inaugurar novas instalações, com mais espaço para stock de peças e mais funcional.

Como define, hoje, a Japopeças?
A Japopeças assume-se como especialista na oferta de peças e acessórios auto para veículos aiáticos. Nesse segmento, conquistou o seu espaço de forma sólida, resultado de 30 anos de experiência acumulada e tendo como desígnios a prestação de um serviço com a máxima qualidade e profissionalismo para oferecer ao mercado marcas premium a preços altamente competitivos.

Brevemente vão inaugurar uma nova sede. O que representa para a empresa as novas instalações?
Será mais um virar de página na história da Japopeças. Representa desde logo a melhoria das condições físicas, que se traduzirão num aperfeiçoamento dos procedimentos logísticos tornando toda a operação ainda mais eficiente, assim como o aumento da capacidade de armazenamento. Lutamos permanentemente pela eficiência e pela ausência de erros, pelo que estas melhorias poderão ser testemunhadas também pelos clientes que usufruem do nosso serviço. Assim é nosso desejo.

Tenciona abrir delegações noutros locais do país?
Não é uma possibilidade que esteja no horizonte neste momento. No que concerne a transportes, a oferta existente no mercado dá uma resposta célere quanto à deslocação de mercadoria. Previsivelmente, no futuro poderão alargar o alcance do seu serviço e tornar possível mercadoria que seja expedida a norte de manhã possa ser entregue no período da tarde em Lisboa e vice-versa, o que reduzirá ainda mais o efeito da distância física do sul.
O nosso ramo é extremamente complexo, pelo que uma duplicação de estruturas, ainda que nos permitisse estar mais perto de clientes atuais (nomeadamente em Lisboa), conduziria a uma menor eficiência na gestão dos stocks disponíveis em cada armazém e a duplicação de custos daí inerente dificilmente seria compensada pelo acréscimo de vendas que a citada maior proximidade poderia gerar.

Hoje é mais difícil crescer do que no passado?
De facto é mais difícil crescer hoje do que no passado. O mercado já tem um elevado nível de maturidade, a conjuntura económica não tem sido favorável, a quota de mercado de veículos asiáticos em circulação não está a aumentar, com especial incidência nos veículos comerciais. Por último, multiplicam-se os players, tanto importadores como retalhistas, que tornam a competitividade no mercado desenfreada, nem sempre seguindo as mais saudáveis práticas de gestão.

Como vão conseguir aumentar o volume do negócio?
As marcas representadas no portefólio da Japopeças são selecionadas entre as melhores que o mercado a nível mundial oferece, destacando aqui, naturalmente, a Aisin, FBK, NKS Parts entre outras. Os produtos destas marcas são equipamento original das viaturas, têm um preço altamente competitivo e uma qualidade acima de qualquer suspeita.
Pelo facto de oferecermos a melhor qualidade de produto, o nosso volume de negócios é relativamente estável, passando o crescimento por fazer ver aos nossos clientes que escolher a qualidade é fazer a escolha acertada e é isso que encontram nas marcas que representamos, sem nunca descurar o preço e a competitividade.
Por último, estamos sempre atentos a oportunidades quanto à diversificação da nossa oferta e esse é sempre um caminho presente. As margens praticadas são aquelas que consideramos mínimas para manter a nossa estrutura sustentável permitindo-nos, ao mesmo tempo, continuar competitivos no mercado em que nos inserimos.

A diminuição das margens tem prejudicado a empresa?
A solução para manter a empresa sustentável num cenário de diminuição de margens é caminhar no sentido da eficiência máxima e, por consequência, desperdício mínimo. Ou seja, todos os processos devem ser otimizados e a qualidade do serviço deve ser máxima. A qualidade da oferta deve ser inquestionável porque o mercado, com o passar do tempo, terá capacidade de reconhecer que adquirir os nossos produtos é a escolha acertada. Temos conseguido fazer este caminho até ao momento.

Quais são as gamas mais forte do vosso portefólio de produtos?
A Japopeças cobre praticamente todo o universo do automóvel em si, pelo que é difícil o exercício proposto. Contudo, os produtos mais vendidos da Japopeças incidem nos sistemas de travagem (maxilas, pastilhas, bombas), embraiagem (kits de embraiagem, bombas) e refrigeração, com especial destaque para as bombas de água. Estes produtos fazem parte das marcas premium já citadas, onde destaco a Aisin, que é uma das marcas, entre outras, no universo da Japopeças que muito nos honra representar, tendo como particularidade ser a que se encontra no nosso portefólio há mais anos.

O que representa a exportação para a Japopeças?
A Japopeças tem a noção que só será uma empresa com mais valor acrescentado para o país fazendo incursões em mercados externos, o que tem vindo a acontecer. Contudo, existem sempre condicionalismos e contingências nos negócios de exportação, o que dificulta a capacidade de ir ainda mais longe. Em suma, pretendemos aumentar o volume de negócios para o exterior sempre com uma postura cautelosa e responsável.

Quais as vantagens da nova plataforma B2B?
As vantagens são comuns à Japopeças e aos nossos clientes e passam por maior agilidade, rapidez e eficiência na identificação das peças pretendidas, colocação de encomendas à distância de um clique 24h por dia, disponibilização de uma base de dados completa integrada no TecDoc e disponibilização de informação comercialmente relevante (novidades, promoções), entre outras.

Quais são as expectativas de volume de negócio para este ano de 2016?
A expectativa passa por ter a capacidade de dar continuidade à nossa forma de estar junto dos nossos clientes, com transparência, integridade e prestando sempre um serviço de alta qualidade. Relativamente ao volume de negócios, temos como premissa nunca ter um volume de faturação inferior ao do ano anterior e como objetivo último apresentar acréscimo, ainda que moderado. O que, dado o resultado apurado nos primeiros meses do ano, estamos convictos que será alcançado.