“Estamos atentos a novas oportunidades de negócio”

Manuel Silva, gerente do Grupo Autoflex, tem procurado transformar a sua empresa num "parceiro" interessado e empenhado no sucesso e na rentabilidade dos seus clientes.

A Autoflex foi fundada em 1984. Antes dessa data, já os seus sócios exerciam, em nome individual, a atividade de distribuição de tintas e acessórios.

Os momentos mais marcantes foram, sem dúvida, a conclusão da atual sede em Fiães, no ano 2000 e, dois anos mais tarde, a inauguração do seu Centro de Formação. Com estas duas importantes infraestruturas, a Autoflex melhorou, significativamente, as condições de trabalho dos seus colaboradores, a sua eficiência logística e, principalmente, com a atividade do Centro de Formação, melhorou as competências da sua equipa técnica, comercial e dos seus clientes. Com esta estratégia, a Autoflex deixou de ser apenas um mero fornecedor de produtos, mas fundamentalmente, transformou-se num "parceiro" interessado e empenhado no sucesso e na rentabilidade dos seus clientes.

Ao nível dos recursos humanos de "terreno", a Autoflex é constituída por oito comerciais e dois assistentes técnicos. Para além da sede em Fiães (onde também se encontra o Centro de Formação), a Autoflex conta, atualmente, com duas delegações localizadas em Aveiro e Viana do Castelo.

Na vertente "distribuição R.A." do Grupo Autoflex, são parte integrante as Empresas "Lubritin", com sede na Covilhã e filiais na Guarda e Castelo Branco, e "Adalberto, Lda.", com sede em Coimbra. Nestas duas empresas do Grupo, estão alocados mais cinco comerciais e dois assistentes técnicos.
 
Qual tem sido o desempenho das vossas empresas associadas Lubritin e Adalberto?
Após o período conjuntural crítico porque passou o nosso país e em particular o mercado onde estamos inseridos, estas nossas duas empresas regressaram ao crescimento do seu volume de faturação e, neste momento, apresentam uma solidez que nos apraz registar.

O objetivo da "distribuição R.A." do Grupo Autoflex é consolidar a posição que detém no espaço geográfico onde está inserido e onde temos a certeza que proporcionamos os meios adequados para prestar um serviço de excelente qualidade a todos os níveis. Naturalmente que não sendo um objetivo prioritário, caso se proporcione a possibilidade de aquisição de novas empresas do setor, essa questão será objeto de análise e decisão no momento próprio.

Desde quando a Autoflex é distribuidor das tintas Spies Hecker?
A Autoflex é distribuidora dos produtos Spies Hecker desde 1991, que foi quando esta marca surgiu no nosso país através da Valentine Portugal, que já era um nosso fornecedor privilegiado com os produtos de marca "Valentine".

As principais razões que nos levaram a optar por vender em exclusividade esta marca, em termos repintura automóvel, foram, fundamentalmente, a qualidade dos seus produtos e o seu excelente posicionamento perante as várias marcas que operam no país, assim como a nossa identificação com a estratégia estabelecida pela marca em Portugal e a forma profissional como pretendíamos abordar o mercado R.A.

Quais as outras marcas que comercializam?
Ao nível de consumíveis e equipamentos, trabalhamos com marca "caarQ" (onde a Autoflex detém uma participação) e com as principais marcas nacionais e internacionais a operar no mercado português, nomeadamente Indasa, 3M e Sata.

Quantos clientes (oficinas) têm máquinas instaladas para trabalhar com os produtos Spies Hecker?
Diretamente fornecidas pela Autoflex, através dos nossos revendedores e das nossas empresas associadas, temos cerca de 180 oficinas nessas condições.

Desde quando são sócios da empresa espanhola Refinishcaar e qual a importância da marca caarQ no volume total de vendas da Autoflex?
A Autoflex foi integrada como sócia da "Refinishcaar" no ano de 2008. O lançamento da marca caarQ coincidiu com o período de crise que se viveu em Portugal. Passada esta fase, é já uma marca de referência em Portugal, tendo já atingido uma valor significativo nas vendas globais da empresa.  

Em 2002 abriram um centro de formação próprio. Qual tem sido o seu desempenho?
O nosso Centro de Formação, que inaugurámos em 2002, anexo à nossa sede em Fiães, tem constituído o principal "suporte" da estratégia que estabelecemos e que, como atrás foi referido, aponta para sermos, não apenas um mero fornecedor de produtos, mas, principalmente, um "parceiro" empenhado e interessado no sucesso dos seus clientes.

Assim, têm sido constantes as ações desenvolvidas no nosso Centro de Formação, nomeadamente: formação técnica/comercial das nossas equipas de "terreno" e de atendimento aos clientes; formação técnica para pintores nas várias vertentes da sua atividade; demonstrações de produtos ou sistemas de pintura; ações de formação específicas (gestão oficinal, higiene e segurança, legislação).

Há, também, a preocupação de o adequarmos em termos de utilização à especificidade do mercado onde a Autoflex está inserida. Por esse facto, para não prejudicar a atividade normal dos nossos clientes, tem sido habitual que uma parte significativa das ações realizadas decorram no final da semana ou mesmo, quando necessário, aos sábados.

O mercado de exportação é importante para a Autoflex?
A Autoflex opera, fundamentalmente, no mercado português. No entanto, embora com vendas menos significativas, exportamos para Espanha, Malta, Angola e Moçambique.

Qual a sua estratégia para manter os atuais clientes e conquistar novos?
A estratégia seguida pela Autoflex assenta, fundamentalmente, na aposta em produtos de alta qualidade e em sólidas "parcerias" com marcas importantes e prestigiadas. Apostamos, igualmente, em recursos humanos altamente qualificados e numa forte ligação ao cliente, criando condições para um apoio constante, quer ao nível da formação local através da nossa equipa técnica e comercial, quer através de ações de formação específicas que decorrem no nosso Centro de Formação.

Naturalmente que a nossa presença em novos clientes é, também, um objetivo constante. Por esse facto, a nossa empresa tem vindo, nos últimos anos, a desenvolver regionalmente uma série de "conferências/colóquios" e de "encontros-debate", onde temos contado com a participação de clientes e outras empresas convidadas. Esta metodologia, tem permitido que estas novas empresas tenham a oportunidade de conhecer-nos melhor e, com isso, temos vindo a estabelecer relações comerciais.

Sente que os seus clientes estão mais confiantes quanto ao futuro?
Embora a situação no país comece a dar alguns sinais de mudança, consideramos que continua a subsistir alguma falta de confiança no mercado, derivada, fundamentalmente, da ainda "pouca procura" e das crescentes exigências ao nível da legislação, que provocam aumento de custos difíceis de suportar.
   
Que apoio estão a dar aos vossos clientes, a nível de formação técnica?
No nosso Centro de Formação, localizado na nossa sede, em Fiães, e/ou através da nossa equipa técnica especializada, estamos convictos que temos contribuído fortemente para o domínio das técnicas de aplicação dos produtos de nova geração, de forma a obter o máximo proveito desses produtos de maior rentabilidade. É um serviço que procuramos relevar e que sentimos que tem sido amplamente reconhecido pelos nossos clientes.

Quais as maiores ameaças e os desafios para o setor da repintura automóvel na atualidade?
Como principais ameaças no setor da repintura automóvel, destacamos a redução drástica do número de acidentes, motivada pela melhor qualidade dos automóveis, da rede viária e da consciencialização dos próprios condutores. Assim como o elevado número de operadores, face à dimensão do mercado.

O maior desafio para a Autoflex é a manutenção da excelência do serviço global praticado, procurando selecionar os melhores e mais rentáveis produtos e continuar a ter o reconhecimento e a confiança dos seus clientes.

O que pode um distribuidor como a Autoflex fazer para se diferenciar no mercado da colisão?
Mais do que nos diferenciar, acreditamos que a nossa estratégia da busca sistemática do que melhor existe no mercado mundial contribui para que os profissionais possam sempre "fazer bem à primeira", procurando corresponder às necessidades dos nossos clientes. E essa é a nossa principal missão.

Que tendências vamos encontrar no futuro na repintura automóvel?
Ao nível dos automóveis, verificamos uma cada vez maior tendência para a existência de novos substratos a repintar e para o aparecimento de novas cores de "efeitos especiais", "mate". É mais uma razão para que os profissionais estejam cada vez mais atualizados com os produtos e com as técnicas de aplicação disponíveis, para responder às dificuldades que estas novas tendências lhes colocam sempre que é necessário proceder à sua reparação.

A Autoflex esteve, está e estará sempre completamente disponível e comprometida para ajudar os profissionais a ultrapassar estes novos desafios. Só com profissionais devidamente formados e credenciados e com a implementação de sistemas de aplicação, seguindo as recomendações dos diferentes fabricantes, é possível atingir bons índices de competitividade.

Quais as perspetivas de negócio para este ano de 2016?
Apesar de já sentirmos alguns sinais positivos de mudança, consideramos que 2016 ainda será um ano de alguma expectativa. No entanto, é opção estratégica da Autoflex a sua manutenção numa posição de vanguarda, de forma que estaremos sempre atentos a novas oportunidades de negócio que, eventualmente, possam vir a surgir.