“Colocamos paixão e dedicação naquilo que fazemos”

Dos 44 anos que tem a UFI Filters, 28 foram passados com o atual diretor da unidade global de negócio aftermarket do Grupo UFI, Luca Betti. No tom simpático e descontraído que o caracteriza, revelou os objetivos da empresa e falou sobre a marca.

Que balanço faz da atividade da UFI em 2015?
O ano passado foi extremamente importante para a UFI. Tivemos uma série de projetos em curso e todos eles foram concretizados, o que permitiu à empresa alcançar o crescimento previsto comparativamente a 2014: 12%. Até superou ligeiramente este número. No que à produção diz respeito, tivemos duas grandes inaugurações. A primeira foi a abertura de uma nova fábrica na Coreia do Sul, três vezes maior do que a que já dispúnhamos neste país, potenciada pelas novas relações comerciais estabelecidas com GM-Daewoo e Hyundai. A segunda abertura foi a fábrica da República Checa. Como terceiro facto relevante em 2015, destaco o início de atividade da unidade global de negócio aftermarket do grupo, onde se incluem os departamentos de vendas, qualidade, logística, marketing e produtos. Aliás, este foi, sem dúvida, o principal desafio no ano passado: o arranque desta nova unidade global de negócio. Até aqui, estávamos dependentes do funcionamento de cada fábrica dentro da região EMEA. Atualmente, dispomos de 15 fábricas espalhadas pelo mundo.

Que projetos tem a UFI em curso para 2016?
Este ano, temos importantes objetivos a alcançar. No que toca à atividade global da empresa, é nossa intenção chegar a um crescimento de 15% (21% no caso do aftermarket). Tratam-se de objetivos ambiciosos, é um facto, mas os resultados alcançados nos primeiros três meses deste ano indicam que estamos no caminho certo para atingi-los. Na parte da produção propriamente dita, daremos início à construção de uma nova unidade industrial na Tunísia, que agregará as três já existentes nesta região. Na Tunísia, produzimos uma série de produtos OE. Tal como produtos específicos para o aftermarket, área onde aumentaremos a nossa capacidade de produção no país. Em termos de valor, a percentagem de produtos OE que produzimos é de 80%, contra 20% de produtos destinados ao aftermarket. Falando no número de peças, a divisão é de cerca de 50% para cada lado (produtos OE e produtos aftermarket). Contudo, o valor dos produtos OE é muito superior, uma vez que, normalmente, produzimos sistemas completos e não apenas do filtro em si, como acontece com a produção para o aftermarket.

Como é composta a gama da UFI para o aftermarket?
Hoje, dispomos de mais de 2.600 referências em catálogo. E cobrimos 96,2% do parque automóvel circulante na Europa. Introduziremos 160 novas referências este ano e 184 em 2017. Com estas novas adições, passaremos a cobrir cerca de 98% do parque automóvel circulante na Europa.

Que diferenças existem entre filtros OE e filtros destinados ao aftermarket?
Como disse anteriormente, dispomos de 15 fábricas espalhadas pelo mundo. Todas produzem produtos OE e produtos para o aftermarket. É estratégia e política da UFI produzir, na mesma linha, as duas possibilidades. Hoje, 64% do nosso volume de negócios no aftermarket é cativo, o que significa que provém da produção OE. O restante não é cativo e é produzido para o aftermarket, maioritariamente na Tunísia e na China.

Que estratégia comercial e de marketing tem a UFI para 2016?
Dentro da UFI, dispomos da divisão Hi-Tech, responsável pela criação de produtos especiais e pelo envolvimento da marca na competição, seja em duas ou quatro rodas. Em termos de marketing, a nível global, o principal objetivo é dar a conhecer ao aftermarket o que está a UFI a fazer e de que produtos OE dispõe. No mercado OE, esta necessidade não se verifica. Mas em alguns países, como, por exemplo, Alemanha e França, o aftermarket não tem bem presente o que faz a UFI. Na nossa unidade global de negócio, reforçámos os departamentos de marketing e de produto. Com a adição de mais colaboradores, sentimos necessidade de dispor de uma nova agência de comunicação.

Que importância dá a UFI à Internet e às redes sociais?
Como não estamos presentes no negócio através de plataformas B2C, não sentimos necessidade de apostar na Internet nem de fazermos parte das redes sociais. Tratam-se, aliás, de canais que não utilizamos.

Em termos gerais, quais são os objetivos da UFI para 2016?
Como havia mencionado anteriormente, prevemos crescer 15% a nível global face a 2015 (21% no aftermarket). E pretendemos reforçar a nossa posição quer em Itália (onde somos líderes) quer na Península Ibérica. Mais: pretendemos crescer um pouco por toda a Europa, bem como reforçar a nossa presença no Médio Oriente, região onde criámos uma nova empresa, a UFI Middle East, especialmente dedicada ao aftermarket. Além disso, abriremos, este ano, uma nova fábrica na América do Sul, mais concretamente no Brasil, que se encarregará de produzir para o mercado OE e para o aftermarket.

Que fatores distinguem a UFI da concorrência?
É uma boa questão. No topo, colocamos a inovação e o desenvolvimento, que têm sido os fatores que explicam o sucesso e o crescimento da UFI. Além disso, colocamos toda a paixão e dedicação naquilo que fazemos. E dispomos de uma equipa de 15 engenheiros que pensam nos produtos do futuro. Sem pressões, sem ruído e sem estarem integrados no edifício principal da empresa. A qualidade e a componente técnica são dois valores dos quais não abdicamos.