“Procuramos ser a escolha número um”

Presente em Portugal desde 2001, a Midas dispõe, atualmente, de 63 oficinas. Razão mais do que suficiente para que tivéssemos entrevistado Pedro Cunha, managing director para Portugal e Angola.

Presente em Portugal há 15 anos, a Midas, que se assume como líder mundial de reparação rápida automóvel, dispõe, atualmente, de 63 centros em território nacional. Os dois últimos foram inaugurados já este ano, no distrito de Lisboa. Regida por uma estratégia alicerçada em quatro pilares (Rapidez; Qualidade; Preço; Transparência/Confiança), a Midas dispõe, hoje, de mais de 3.000 pontos de venda espalhados por 24 países de todo o mundo. Assim que entrou em Portugal, corria o ano de 2001, afirmou-se, desde logo, como um novo conceito de oficina, quebrando barreiras e criando uma nova forma de servir na área da reparação automóvel. Para todas as marcas e todos os modelos.

O objetivo da Midas em Portugal prevê a criação e exploração de uma rede com mais de 80 oficinas próprias, todas elas capazes de oferecer um serviço de qualidade no que toca a reparação de automóveis multimarca, incidindo a sua atividade nas mudanças de óleo, revisões, travões, amortecedores, pneus, escapes, baterias, correias de distribuição e ar condicionado. Assentando o seu modo de funcionamento e a sua gestão nas premissas que norteiam a "casa-mãe" norte-americana, que passam pela oferta de um serviço de reparação e manutenção rápida com qualidade, a Midas fundamenta o seu modus operandi nos quatro vetores acima mencionados.

Nascida, em 1956, nos Estados Unidos da América, mais concretamente em Macon, na Georgia, a Midas é apelidada de McDonald’s da reparação automóvel. Pelos serviços rápidos que disponibiliza, mas, também, pelo facto de ter aparecido apenas um ano depois da conhecida cadeia norte-americana de fast food. No nosso país, um dos “homens fortes” da Midas é Pedro Cunha, managing director para Portugal e Angola, que concedeu ao Jornal das Oficinas a entrevista que, aqui, publicamos na íntegra.

A que se deve o crescimento que a Midas tem alcançado em Portugal?
Acima de tudo, aos elevados níveis de satisfação (90%) dos clientes, que têm vindo a considerar o nosso serviço bom ou muito bom, de forma consistente, nos últimos anos. Inclusivamente, nos últimos dois, conquistámos o prémio escolha do consumidor.

Qual foi o vosso volume de reparações no ano passado? E de faturação? Existem números?
Em 2015, a Midas reparou 205.000 viaturas e espera em 2016 reparar 250.000. Sobre volumes de faturação, preferimos não revelar números.

Considera que ainda há espaço para a Midas crescer no nosso país, mesmo em época de crise?
Portugal tem inúmeras oportunidades para que o negócio da Midas possa crescer. Prevemos abrir mais cinco novas oficinas até final de 2016.

Quantos centros dispõem, atualmente, em Portugal? E quantas aberturas realizaram este ano?
Neste momento, a rede Midas conta com 63 centros. Os dois mais recentes foram inaugurados já este ano, no distrito de Lisboa.

Estão previstas inaugurações de novos centros em 2016 e em 2017?
Com acima foi mencionado, estamos a planear abrir mais cinco novos centros até final do ano em curso. E esperamos terminar o ano de 2017 com a fasquia das 70 oficinas ultrapassada.

Como decorreu a convenção que realizaram, recentemente, em Óbidos? Que temas e conclusões partilharam com os aderentes?
A oportunidade de reunir toda a equipa, independentemente da sua função, de norte a sul, num dia e num único local, é uma vantagem que muitas empresas em muitos países não conseguem ter. Procuramos aproveitar esta vantagem porque fortalece o compromisso de todos na perseguição do nosso grande objetivo, que é ser a escolha número um na reparação automóvel. A convenção Midas deste ano teve como objetivo focar a equipa na estratégia dos próximos anos, bem como comemorar e festejar os 15 anos da Midas Portugal. Os próximos anos vão ser muito desafiantes ao nível da tecnologia e apresentámos o que vamos fazer de diferente nessa área.

O que distingue a Midas de outros conceitos oficinais?
A Midas procurou ser uma “pedrada no charco” quando começou em Portugal, corria o ano de 2001. O conceito passa pela conveniência (locais-chave, realizar reparações com ou sem marcação e, em média, com uma hora de duração), sem surpresas (fatura=orçamento) e com transparência (o cliente pode assistir ao diagnóstico e à reparação nas nossas oficinas, pois os veículos são reparados à vista de todos).

Quais são os vossos atuais fornecedores de peças, equipamentos e pneus?
Trabalhamos com os maiores distribuidores de peças nacionais e com os maiores fabricantes de pneus do mundo. Temos sinergias globais também com os maiores fabricantes mundiais de peças para automóveis, curiosamente os mesmos que produzem para o mercado de origem e, depois, para o aftermarket.

Têm acordos com empresas gestoras de frotas?
Temos acordos com clientes profissionais quase desde o início da nossa atividade. Tem sido uma experiência enriquecedora e muito comprometedora.

E com companhias de seguros (seguradoras)?
Trabalhamos com algumas seguradoras em serviços muito específicos, como, por exemplo, em seguros de pneus.

O que está a fazer a Midas ao nível da formação?
Em 2014, conseguimos a certificação da DGERT, que permite, hoje, realizarmos formações certificadas. A formação e o desenvolvimento de pessoas são, aliás, temas essenciais dentro da nossa organização.

E no que toca às novas tecnologias, que importância têm elas para a Midas e o que está a ser feito neste domínio? Sites, redes sociais...
Hoje, precisamos de empresas simples para consumidores mais complexos. Procuramos simplificar a relação, tornando os processos de decisão e escolha mais simplificados. Por outro lado, simplificar os processos contribui, decisivamente, para a melhoria da produtividade e para a motivação de todos os colaboradores.

Quais as principais dificuldades que a Midas sente no mercado, se é que as sente? Fraco poder de compra dos consumidores? Excesso de concorrência?
Procuramos seguir a nossa estratégia no sentido de sermos a escolha número um na reparação. Achamos que já foram dados passos na fiscalização da aplicabilidade da regulamentação, como, por exemplo, no incentivo fiscal do IVA afeto a operações de reparação automóvel. Mas acreditamos que existe ainda muito trabalho a fazer. Há, efetivamente, concorrência desleal por parte de quem não cumpre as obrigações fiscais e ambientais...

Que desafios se colocarão ao futuro da Midas? Deverá o negócio ser olhado de uma outra perspetiva?
A mobilidade das pessoas enquanto necessidade e a alteração do conceito de posse vão levar, seguramente, a que olhemos para o negócio da reparação de forma diferente.

Que serviços os clientes mais procuram na Midas?
Sem dúvida, a manutenção mecânica e os serviços relacionados com pneus. Mas a nossa panóplia de serviços é vasta.

E quanto ao direito à reparação sem perder a garantia do fabricante? Considera que os clientes estão bem informados?
Achamos que se pode comunicar mais e melhor no que respeita ao acesso à livre reparação. No terreno, ainda se assiste a alguma desinformação, que provoca, depois, desconfiança nos clientes.

E em Angola, como está a correr o projeto Midas, tratando-se de um mercado específico e muito diferente do nosso? Quantos centros têm?
Angola tem sido um sucesso. Dispomos de duas oficinas e os resultados são muito positivos, ainda que o contexto atual obrigue a uma gestão muito apertada dos investimentos.