Idosos representam mais mortes nas estradas

A propósito do Dia Internacional do Idoso, que se assinalou a 1 de outubro, a Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP) alerta para a sinistralidade entre a população sénior portuguesa.

Do total das 593 vítimas mortais resultantes de acidentes rodoviários em 2015, 29,8% tinha idade igual ou superior a 65 anos, para uma percentagem de população que representa apenas 21% do total e que apresenta uma muito menor exposição ao risco, pois circula, em média, bastante menos do que a população mais jovem.

A taxa de mortalidade na população sénior situa-se nas 86 vítimas por milhão de habitantes (cerca de 70 na UE), um número bastante superior à taxa para a restante população, que se fica pelas 54 vítimas por milhão de habitantes.

No que diz respeito aos condutores, as vítimas mortais e feridos graves com idade igual ou superior a 65 anos representam 21,5% e 15,5%, respetivamente. Se considerarmos que apenas 13% dos condutores envolvidos em acidentes tinham idade igual ou superior a 65 anos, podemos observar uma tendência nesta faixa etária para sofrer consequências mais graves do que as restantes.

Preocupante é a sinistralidade nos idosos enquanto peões. Em 2015, 56,3% dos 146 peões atingidos mortalmente, nas estradas portuguesas, tinham 65 anos ou mais. Foram 156 os peões idosos feridos com gravidade e 1.438 sofreram ferimentos ligeiros, o que representa, respetivamente, 36,4% e 29,8%, percentagens significativamente maiores do que a sua quota-parte da população portuguesa.

De acordo com dados do Eurostat, Portugal é um dos países da Europa com maior percentagem de idosos. É expectável que a sinistralidade entre os mais velhos se agrave, já que, em 2050, cerca de 35% da população portuguesa terá idade igual ou superior a 65 anos, quando, atualmente, essa percentagem se situa nos 21%.