“Conquistamos a confiança do cliente dia a dia”

Assumindo que o novo centro Feu Vert recentemente inaugurado em Lisboa é um dos quatro melhores da rede a nível ibérico, Jorge Lobato de Faria, diretor-geral, falou da evolução que a rede tem tido em Portugal.

A Feu Vert acaba de reforçar a sua presença na grande Lisboa com um novo espaço oficinal para o automóvel. Localizado na Av.ª Infante Dom Henrique 306, junto aos Bombeiros Sapadores de Cabo Ruivo, este novo centro auto de última geração encontra-se dotado das melhores instalações e de qualificados profissionais para que os automobilistas possam solicitar a manutenção dos automóveis, a substituição dos pneus e a compra e instalação de acessórios. Rapidez, comodidade e garantia, tudo ao melhor preço, são o lema da Feu Vert, tendo esta loja um horário de abertura alargado (8h30 – 21h30), todos os dias da semana, incluindo domingos e feriados.

Este centro auto oferece, nos seus mais de 1.000 m2, uma loja de produtos para automóvel com mais de 4.000 artigos e uma moderna oficina com equipamento de última tecnologia e capacidade para 12 viaturas. A equipa de profissionais Feu Vert aconselha os automobilistas sobre os artigos que mais se adequam ao automóvel em função do tipo de utilização do mesmo e do orçamento disponível, instalando-os na oficina sem necessidade de marcação.

A Feu Vert é a empresa líder no setor da manutenção automóvel, graças aos mais de 460 centros auto na Europa e aos 7.400 profissionais que estão ao serviço dos automobilistas. A estrutura dos centros auto Feu Vert, abertos ao público, permitem ao cliente conhecer a todo o momento como decorre a reparação do automóvel.

Como tem sido o percurso da rede Feu Vert em Portugal?
Tivemos uma primeira fase que foi a nossa implantação a nível nacional. Procurámos estar dentro do possível nas capitais de distrito: Aveiro, Braga, Guimarães, Porto, Leiria, Santarém, Coimbra, Lisboa e Algarve. Agora, que entrámos na segunda fase, passada que está a crise e todas as dificuldades que vivemos, vamos entrar na expansão numerosa nos centros urbanos: Lisboa, Porto e Margem Sul. Temos previsto, até junho de 2017, abrir mais quatro lojas.

A que se deve o crescimento que a Feu Vert tem alcançado em Portugal?
O crescimento é notório, mesmo na crise estivemos em crescendo. A crise para nós foi positiva com a transferência de muitos carros novos que vieram à procura de preços mais em conta com a garantia de qualidade. Infelizmente algum do retalho tradicional fechou portas e entre os que deslocaram das oficinas das marcas e os que deixaram de ter onde ir nas oficinas tradicionais, nós tivemos um crescimento muito sustentado de quase dois dígitos nos últimos anos.

Como define o vosso conceito oficinal?
A Feu Vert distingue-se por fazer quase toda a mecânica, ligeira, pesada e serviços rápidos. A mais valia desta empresa é que oferece um serviço de mecânica muito alargado e que não se baseia só nos serviços rápidos.

Quem são os vosso principais fornecedores?
É cultural. Nem sequer é uma decisão minha enquanto diretor geral. É uma questão de filosofia de grupo, uma filosofia que já tem 45 anos de vida e que tem origem na primeira loja em França. Temos fornecedores desde o primeiro dia em França, que é a casa mãe, em Espanha onde estamos há 25 anos acontece a mesma coisa. Em Portugal também temos fornecedores desde o primeiro dia que abrimos a nossa loja em Aveiro há dez anos. É filosofia do Grupo ter relações estáveis com os fornecedores que também nos prestam um serviço de qualidade e nos dizem sempre que sim quando precisamos deles.

Como caracteriza os vossos clientes?
Também por razões culturais, e é uma questão na qual nunca nos debruçámos muito, mas 95% dos nossos clientes são particulares.  As empresas são bem-vindas, mas não fazemos nenhum esforço para ir à procura delas. Recusámos trabalhar com gestoras de frotas, o nosso serviço e a política de comunicação é direcionada para o cliente particular.

O que está a fazer a Feu Vert ao nível da formação?
A formação, como sabe, tem um nível de horas legal. A Feu Vert ultrapassa largamente esse nível de horas precisamente porque temos um nível de mecânica bastante mais elaborado que nos obriga a ter uma qualidade humana com uma formação continua e especifica. Não é a formação básica. Temos formações técnicas nas marcas, vêm cá e nos vamos lá… marca de peças.

E no que toca às novas tecnologias, que importância têm elas para a Feu Vert e o que está a ser feito neste domínio? Sites, redes sociais...
Começamos há dois anos a ir ao encontro das novas tendências de mercado. Temos uma página no facebook, que é a segunda com mais likes. Estamos muito perto da página com mais likes do nosso concorrente principal, estamos a cinco mil deles e vamos tentar apanhá-los muito em breve, até final do ano com certeza. É um sinal de grande vitalidade. É fundamental estar presente nas redes sociais. As pessoas vivem ligas na rede. Estamos e vamos estar mais.

Realizam campanhas regularmente?
Temos dois tipos de campanhas. Temos as nossas campanhas online na página oficial e depois as campanhas direcionadas para o SAPO voucher, um dos grandes interlocutores das vendas online. Estamos, agora, a fazer campanhas para os clientes do facebook. Sempre campanhas online e ligadas às redes sociais e Internet. Ainda representa pouco cerca de 2% da nossa faturação.

Quais os produtos e serviços mais procurados pelos clientes?
De uma maneira geral, temos a mecânica ligeira. 60% das nossas vendas são de mecânica ligeira e 40% de mecânica pesada. Reparamos motores, embraiagens, caixas de velocidades e distribuições, que é a mecânica pesada e tem um peso grande na faturação. Os pneus têm um peso de 27% nas vendas. Mas estamos a sentir que há uma seleção por parte dos clientes em relação ao que vão gastar. Há uma otimização do custo, o cliente gasta com mais ponderação. Estamos é a ter mais clientes. Todavia, nota-se um poder de compra mais reduzido e mais cuidado.

E quanto ao direito à reparação sem perder a garantia do fabricante? Considera que os clientes estão bem informados?
O público está cada vez mais informado, contudo nem tanto quanto seria desejável. AS marcas continuam a "ameaçar" os clientes, a dizer-lhe que se não foram à marca perdem a garantia e isso é uma ilegalidade. Nós aqui preocupamo-nos em desmistificar esse tema e tentamos analisar as garantias todas que o construtor dá e mostrar que temos a tecnologia, temos o know-how, o software, as máquinas. É uma questão de confiança e estamos a conquistar essa confiança dia a dia.

Como antevê o futuro da manutenção e reparação automóvel?
Certamente que temos de adaptar a nossa oferta ao veículo autónomo. Numa primeira fase os clientes vão deslocar-se mais à oficina oficial por causa da garantia, mas tendencialmente vamos acabar depois por ser nós a tomar conta desse veículo passado uns anos. Terá a parte autónoma, por isso temos de saber mexer nela. Teremos de estar aptos a recebê-los.

Quais as perspetivas de volume de faturação para este ano? Vai crescer ou diminuir em relação ao ano passado?
Já estamos a crescer. Estamos a 60 dias do final do ano e a não ser que haja uma hecatombe, vamos ter um crescimento sustentado na ordem dos 6/7%. Não chegamos aos dois dígitos, mas vamos andar lá perto.