Espanhola Lausan assume posição maioritária na Soulima

Acordo anunciado ontem reforça posição da empresa lusa na distribuição de peças nacional e permite à companhia espanhola ascender à liderança do mercado ibérico.

A Lausan, líder na distribuição de peças para automóveis em Espanha, assumiu, ontem, uma participação maioritária na empresa Soulima.

A aquisição, que obrigou a um processo negocial de oito meses, foi materializada nos primeiros dias de janeiro de 2019 e anunciada, ontem, numa conferência de imprensa conjunta, nas instalações da Soulima, em Vialonga.

Joaquim Lima, administrador da empresa nacional, realçou a “confiança total entre as empresas, durante todo o período de conversações” e descreveu o momento como um um “sonho duplo”.

Enquanto a Soulima ganha expressão e corpo, com esta entrada da Lausan no seu ADN, a empresa espanhola ascende, com a compra, à liderança da distribuição da Península Ibérica, com implementação nos dois países.

Ander Beldarrain, o novo presidente do Conselho de Administração da Soulima, do qual fazem ainda parte Joaquim Lima e Juan Miguel Sans Martí, também sublinhou a importância do acordo perante um “mercado polarizado, com muitos veículos novos ou muitos velhos, que está a reduzir as margens comerciais do mercado independente e aumentar os custos dos serviços”, disse. Por outro lado, acrescentou, atualmente, “é o próprio modelo da distribuição que está a ser questionado”.

Para ambas as partes, o foco será, agora, o relacionamento com clientes e fornecedores, de forma a informar devidamente os mesmos sobre a nova situação e receber os seus comentários e sugestões, em prol do aperfeiçoamento do projeto. A recetividade e a rapidez da resposta serão elementos principais no desenho desta operação.

A coordenação entre ambas as empresas será assegurada, a nível corporativo, por Nacho Pernas, diretor-geral da Lausan. Como diretor-geral da Soulima, estará Ricardo Brito Lima, que, até agora, desempenhou o cargo de administrador.

Tanto a Lausan como a Soulima manterão, nos seus países, a sua própria identidade. E a empresa portuguesa realçou que todos os principais quadros, bem como o armazém central e os seis secundários, serão para manter nesta nova realidade.

Ambas as empresas contarão, no conjunto dos dois países, com 52 centros de distribuição, 725 colaboradores e faturarão perto de 135 milhões de euros a 14.000 clientes.

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