Brembo lança relatório de contas semestral

O Conselho de Administração da Brembo, presidido por Alberto Bombassei, examinou e aprovou os resultados semestrais do grupo a 30 de junho.

A receita líquida consolidada do Grupo Brembo totalizou 1.323,8 milhões de euros no primeiro semestre de 2019, uma queda de 1,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Numa base de consolidação , as receitas diminuíram 0,7%.

Note-se que, a partir de 30 de junho, a Brembo decidiu descontinuar as suas operações industriais na fábrica de Buenos Aires. Como resultado, a Brembo Argentina, S.A. será colocada em liquidação.

A Brembo tomou essa decisão por ser impossível impulsionar novos projetos face à forte tendência de baixa experienciada pelo setor automóvel argentino e o seu bastante desestimulante mercado de recuperação.

Assim, todos os principais fabricantes locais decidiram não prosseguir com projetos industriais e não lançar novos modelos. De acordo com o IFRS 5, as receitas e os custos relacionados com a empresa argentina no primeiro semestre de 2019 foram reclassificados.

O resultado negativo das operações ordinárias da empresa a 30 de junho, bem como os custos estimados associados à descontinuação, foram reclassificados para a rubrica de Demonstração de Resultado e totalizaram 6,8 milhões de euros.

Todos os segmentos de mercado nos quais o grupo opera cresceram, com exceção do segmento de veículos, que diminuiu (3,8%) devido à queda acentuada nas vendas de veículos (os registos globais caíram 6,6% no primeiro semestre de 2019).

As aplicações de motociclos aumentaram 5,4%, as aplicações para veículos comerciais 8,7% e as aplicações em corridas 7,7% em relação ao primeiro semestre do ano anterior.

A nível geográfico, as vendas diminuíram 4,6% em Itália e 13,6% na Alemanha, ao passo que cresceram 5,3% em França e 1,0% no Reino Unido.

Na Ásia, a Índia continuou a crescer e registou +18,2%, enquanto a China permaneceu essencialmente inalterada (-0,5%), apesar da queda acentuada do seu mercado de referência.

O Japão mostrou um declínio de 7,6%. O mercado norte-americano (EUA, México e Canadá) cresceu 6,7%, enquanto a América do Sul (Brasil e Argentina) diminuiu 26,8%, principalmente em função da reclassificação referente à empresa argentina. Numa base de consolidação like-for-like, o declínio foi de 7,1%.

No primeiro semestre de 2019, o custo das vendas e outras despesas operacionais líquidas totalizaram 823,8 milhões de euros, com um rácio de 62,2% em relação às vendas, abaixo do mesmo período do ano anterior.

As despesas de pessoal totalizaram 235,3 milhões de euros, com um rácio de 17,8% em relação às vendas, em comparação com os 236,1 milhões de euros (rácio de 17,6% para as vendas) no primeiro semestre de 2018.

À data, a força de trabalho ascendia a 10.579 de colaboradores, diminuindo em 55 pessoas em comparação com 31 de dezembro de 2018 (total de trabalhadores: 10.634) e aumentando em 195 em comparação com 30 de junho de 2018 (total de trabalhadores: 10.384).

A dívida financeira líquida a 30 de junho era de 434,5 milhões de euros. Numa base de critérios de contabilidade idêntica, foi de 251,7 milhões de euros, menos 11,4 milhões em comparação com o mesmo período do ano anterior.

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