Serão as aplicações de mobilidade as novas agências de viagens online?

Trotineta, bicicleta, moto, automóvel partilhado… as novas aplicações para os smartphones, que oferecem todo o tipo de veículos para nos movermos, tornaram-se, sem dúvida, na chave da nova mobilidade.

Nomes como Emov, DriiveMe, DriveNow, Amovens, Blablacar, Lime, eCooltra ou Car2go são apenas algumas das novas opções de mobilidade partilhada, que permitem que nos movamos de forma cómoda e a um preço muito reduzido.

As novas aplicações de mobilidade vão ainda mais longe e disponibilizam aos utilizadores novos serviços, como dispor de um automóvel para realizar viagens longas, planificar a rota e pagar essa viagem com apenas um clique.

Em especial nas maiores metrópoles portuguesas, existem já dezenas de aplicações de mobilidade diferentes. Quando se trata da mobilidade urbana, cada vez existem mais meios de transporte alternativos ao serviço do público, sobretudo nas grandes cidades.

Dispor de uma trotineta, de uma moto ou de um automóvel está ao alcance de praticamente qualquer pessoa e é possível consegui-lo com um mero clique.

A Emov oferece pacotes de minutos com os quais é possível dispor de um automóvel por somente €0,16 por minuto e a as aplicações de motos e trotinetes, como a Lime, praticam um preço que ronda €0,15 por minutos e mais €1 por cada aluguer.

Quanto às viagens por estrada, as novas aplicações permitem dispor de um veículo em poucas horas e a um preço deveras reduzido. Ou partilhar os gastos do trajeto caso se pretenda poupar uns euros.

Esta grande transformação leva a que nos questionemos se, realmente, existe uma mudança de paradigma na forma de pensar a mobilidade e a indústria do turismo e se, efetivamente, as novas apps tornaram-se em autênticas agências de viagens nos smartphones.

Tomando como exemplo um utilizador que pretenda viajar de Lisboa ao Porto, o preço num transporte público oscila entre os €40 e os €60, enquanto que, em aplicações como a DriiveMe, podemos dispor de um veículo para realizar este trajeto por somente €1.

Além de que teríamos a opção de partilhar a nossa viagem na Blablacar ou na Amovens e conseguir, assim, dividir os gastos de combustível com outros viajantes que desejassem realizar esse mesmo trajeto. Os avanços tecnológicos têm sido determinantes na revolução da mobilidade a que se está a assistir.

Indubitavelmente, as tradicionais opções de transporte público ou privado combinam-se, cada vez mais, com os novos serviços de mobilidade partilhada, tanto em automóvel como noutro género de veículos, como sejam comerciais, motos, bicicletas e trotinetas elétricas.

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