É possível reduzir o consumo e CO2 até 15% com a Schaeffler

O mundo da mobilidade está a mudar. Alcançar o objetivo de dois graus especificado pelo Acordo de Paris passa por um modelo que combine motores totalmente elétricos, híbridos e ecológicos baseados em motores de combustão interna.

A Schaeffler prevê que o motor de combustão interna continue a desempenhar um papel decisivo no futuro.

Em 2030, os motores de combustão interna continuarão a ser instalados em 70% dos veículos, dos quais 30% dependerão, exclusivamente, do motor de combustão interna e 40% serão híbridos. Portanto, é essencial que o desenvolvimento dos propulsores tradicionais continue.

"As soluções que apresentámos no IAA permitem uma poupança de combustível de até 15% dependendo do motor e da categoria do veículo", explicou Matthias Zink, CEO Automotive OEM da Schaeffler.

"Estamos a dar aos nossos clientes uma grande vantagem para cumprir os requisitos legais rigorosos e reduzir as emissões de CO2", acrescentou.

No IAA, a Schaeffler apresentou a última versão do seu controlo de válvulas totalmente variável: UniAir.

Além de ser mais compacto, esta evolução é 30% mais leve do que a versão anterior e permite otimizar ao máximo a passagem do ar no motor, de modo a conseguir o máximo de dinâmica perante as mudanças de carga e velocidade.

O sistema está constituído por um módulo que se instala entre a árvore de cames e a haste da válvula, bem como pelo software correspondente.

No seu papel de parceiro estratégico da indústria automóvel, a Schaeffler utiliza a sua ampla experiência em termodinâmica para ajudar os seus clientes a adaptar, de forma excelente, o sistema a cada motor, selecionando, assim, as estratégias de funcionamento correspondentes.

Outra solução de destaque neste sentido é o balancim eRocker da Schaeffler, concebido para otimizar os gases de escape. Ativado pelo sistema eletromecânico, é independente do circuito de óleo do motor, sendo que pode ser regulado com alguma facilidade.

A Schaeffler também apresentou um importante desenvolvimento com a sua árvore de cames de ajuste elétrico (ECP). Este sistema realiza ajustes rápidos de acordo com a velocidade e a temperatura e permite otimizar a distribuição das válvulas em toda a gama de funcionamento e temperatura, o que desempenha um papel cada vez mais importante na "hibridizaação".

Tudo porque os motores de combustão interna dos veículos híbridos têm de arrancar com uma frequência significativamente maior do que os instalados como única fonte de acionamento.

A unidade ECP assegura que este processo de arranque é realizado de forma rápida, eficiente e, mais importante ainda, com baixos níveis de vibração.

A "hibridização" apoia o motor de combustão interna ao mesmo tempo que reduz a sua carga de trabalho. Em conjunto com a recuperação da energia de travagem, melhora a eficiência geral do sistema.

No IAA, a Schaeffler demonstrou a "hibridização" de 48 V através de um gerador de arranque acionado por correia, o que permite uma redução significativa do consumo de combustível e das emissões de entre 5% e 7%.

Este tipo de solução possibilita um funcionamento cómodo e eficiente de arranque e paragem do motor, podendo, também, ser configurada para o funcionamento de boost.

A gestão térmica é outro elemento fundamental para o aumento da eficiência. O módulo de gestão térmica (TMM) da Schaeffler, para motores de combustão interna e acionamentos híbridos e elétricos, proporciona um melhor controlo da temperatura de funcionamento em toda a cadeia cinemática, incluindo o motor, a transmissão e os componentes elétricos (como a bateria), a eletrónica de potência e o motor elétrico.

O módulo permite a regulação precisa dos caudais de ar através de unidades de trilhos rotativos acionados de forma eletromecânica e controladas por sensores de posição.

Além da redução das emissões de CO2, a fase de aquecimento mais curta também tem outro efeito secundário positivo: aumenta o conforto dos passageiros.

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