“As mudanças trazem normalmente aspetos positivos”

Apesar de o mercado estar cada vez mais competitivo e exigente, a X-Action tem tentado acompanhar essa mudança. E tem conseguido. Tanto mais que, em 2017, as vendas aumentaram conforme o previsto, como revelou o gerente Filipe Teixeira.

Como foi o desempenho da X-Action a nível de vendas em 2017?
As vendas aumentaram como já tínhamos previsto. O mercado está cada vez mais competitivo e exigente, mas tentamos acompanhar essa mudança. E claro que não podemos esquecer que também o facto de termos aberto um novo ponto de venda contribuiu para esse aumento.

Relativamente à loja da Lousã, qual foi o desempenho? Está a cumprir com as vossas expectativas?
A loja da Lousã tem estado a superar as nossas expectativas. Já tínhamos uma carteira de clientes significativa e por isso sentimos a necessidade de abrir mais esta loja, mas o facto de estarmos mais próximo dos clientes veio facilitar bastante o crescimento.

Qual tem sido a evolução das marcas Kennol e ABS que distribuem em exclusivo para Portugal? Estão a conseguir alcançar os objetivos propostos?
Apesar das dificuldades inerentes ao facto de estarmos a introduzir no mercado uma marca completamente desconhecida, temos vindo a conseguir que sejam os nossos clientes a pedir-nos estas marcas. Quem experimenta gosta, o que cria em nós enormes expectativas relativamente ao potencial crescimento que temos em mãos.

Que balanço fazem da vossa participação nos Salões dedicados ao aftermarket?
O ano passado participámos na ExpoMECÂNICA e este ano também. Consideramos importante a divulgação das nossas marcas (Kennol, ABS e MDR), e iniciativas destas permitem-nos ter um alcance bastante significativo num curto período de tempo.

Este ano lançaram uma newsletter digital. Que tipo de informação está a ser enviada nesta newsletter e que objetivos pretendem alcançar com este meio de comunicação?
A newsletter é mais um veículo de comunicação com o cliente que vamos passar a utilizar. Queremos voltar-nos mais para fora. Queremos dar a conhecer eventos, novidades, campanhas, promoções... Tudo o que nos permita manter o contacto com o cliente.

Que novos projetos estão programados para este ano 2018?
Este ano vamos retomar o que esteve em standby no ano anterior, e que consideramos ser extremamente importante: as formações. Queremos que os clientes nos encarem como parceiros que se preocupam com o crescimento do seu negócio e não apenas como meros vendedores. Também nesse sentido vamos implementar a nossa loja on-line associada ao TecDoc, apenas para profissionais, esperando com isso prestar um melhor serviço aos nossos clientes.

Está confiante que 2018 vai ser um bom ano de vendas para a X-Action?
Estamos confiantes que em 2018 haja um ligeiro crescimento do volume de negócios. Toda a organização interna que temos vindo a implementar irá fazer-se sentir e certamente que irá fazer aumentar o nosso volume de vendas. Também o esforço que fizemos com a introdução de novas marcas no mercado começa a dar os seus frutos e a repercutir-se nas vendas.

Que tendências se observam, hoje, na distribuição de peças em Portugal?
Penso que tanto em Portugal como no resto da Europa, a distribuição de peças está a mudar. Por um lado aparecem grupos, e por outro encurta-se a cadeia da distribuição. Teremos de estar atentos para que consigamos manter o nosso lugar no mercado.

De que modo as novas estratégias de distribuição de peças das marcas estão a influenciar o aftermarket?
Mais uma vez a estratégia é mantermo-nos atentos ao mercado. As marcas têm um enorme peso como todos sabemos, e entrando no negócio do aftermarket tudo poderá mudar. Mas não estamos pessimistas. As mudanças trazem normalmente aspectos positivos.

Que papel os distribuidores de peças devem desempenhar como parceiros de negócio das oficinas?
Os distribuidores de peças devem por à disposição dos seus clientes todo o seu know-how, não só em termos técnicos, mas também proporcionando-lhes toda a informação e formação possível de modo a que as oficinas se mantenham atuais e com perspectivas de crescimento do negócio.

A entrega de peças na hora é, hoje, uma exigência das oficinas, mas tem custos logísticos enormes para os distribuidores e retalhistas. Esta tendência vai manter-se?
Parece-nos que a tendência é manter-se. As oficinas não estão preparadas para gerir stocks e têm de ser forçosamente os distribuidores e retalhistas a fazê-lo. A redução dos custos das entregas será, provavelmente, difícil de conseguir, a não ser que sejam utilizados meios de transporte mais económicos.

Que desafios se colocam à distribuição de peças em Portugal?
Os desafios são os que já temos vindo a ter ao longo dos últimos anos, com a agravante de estarem a entrar no mercado novos players que poderão vir interferir nos modelos de negócio existentes.

Qual será o futuro modelo de negócio da distribuição de peças com o aparecimento da conectividade e mobilidade partilhada?
Não temos nenhuma bola de cristal... Mas avizinham-se tempos de mudança que vão excluir do mercado alguns players. Com toda a certeza.