“O mercado valoriza a nossa capacidade de resposta”

Pelo sexto ano consecutivo a Motorbus foi distinguida com o estatuto de PME Excelência. Reconhecimento que representa o esforço de toda uma equipa para conseguir alcançá-lo e ainda mais esforço e trabalho para mantê-lo, conforme disse o gerente, Pedro Lebre.

Como foi o desempenho da Motorbus a nível de vendas em 2017?
O ano de 2017 concretizou-se como mais um ano de crescimento. Conforme planeado, o crescimento foi de dois dígitos.

A Motorbus participou no salão expoMECÂNICA realizado no passado mês de abril. Quais os objetivos da participação da empresa neste certame?
É sempre importante marcar presença na maior feira do setor, onde é possível sentir o mercado de uma forma mais acentuada. A intenção é, também, dar a conhecer as mais recentes novidades da empresa, concretamente neste caso: novas instalações em Lisboa, novas parcerias com fornecedores e novos produtos.

A Motorbus ampliou recentemente a oferta comercial de pneus e jantes. Quais os objetivos da aposta neste tipo de componentes?
É uma área nova que decidimos apostar. Era, provavelmente, a ultima peça que nos faltava para completar a nossa oferta comercial para pesados. Neste momento, é possível encontrar na nossa empresa um portefólio de “A a Z” para viaturas pesadas.

As marcas do grupo Schaeffler fazem agora parte do portfólio da Motorbus. Qual a importância destas marcas para o negócio da empresa?
Para nós, é importante estar junto dos melhores fornecedores. O Grupo Schaeffler, pelos produtos que comercializa, é um certificado de qualidade.

A nível de equipamentos, a mais recente representação é a marca Jaltest. Como caracteriza esta marca a nível de compromisso qualidade/custo?
A Jaltest é segundo o mercado, a melhor máquina de diagnóstico do momento. Para nós, faz todo o sentido esta parceria: é mais um serviço que queremos prestar ao cliente e como sempre, queremos fazê-lo da melhor forma possível.

Realizaram ações de formação para os vossos clientes em 2017? Qual foi a recetividade?
Todos os anos temos ações de formação. Realçamos a realizada no final ano de 2017 pelo nosso parceiro Wabco: caixas de velocidade Volvo e Renault. A recetividade foi muito boa, como sempre.

A Motorbus abriu recentemente uma filial em Castanheira do Ribatejo. Está confiante no sucesso desta loja?
Com a inauguração da loja na região de Lisboa, a Motorbus dá uma resposta às muitas solicitações dos seus clientes. O objetivo é duplicar o conceito da empresa no setor das peças para pesados, respeitando sempre o seu ADN. Era uma ideia que estávamos a amadurecer ao longo do tempo, no entanto só este ano se proporcionou… Nesta altura, só poderíamos encarar o mercado a sul de uma forma mais ampla caso montássemos cá estrutura. Foram os nossos clientes que exigiram a nossa presença. Até agora, a atividade da empresa, nesta região, resumia-se de uma forma limitativa com a presença apenas de um comercial externo, mas neste setor esta não pode ser a solução, porque os veículos pesados não podem estar parados.

Como é constituída a nova loja?
A nova loja de Castanheira do Ribatejo dispõe de um armazém com 2.200 m2, uma sala para formação de clientes, no piso superior, e uma zona de exposição e escritórios. Em termos de capacidade, dentro de pouco tempo o stock do Porto será replicado neste novo espaço quer em termos de números de referências quer quantidades de stock. Há muito caminho pela frente e o projeto é bastante aliciante.

Que tendências se observam, hoje, na distribuição de peças para pesados em Portugal?
Nos pesados, o mercado valoriza a capacidade de resposta, seja em disponibilidade seja na competitividade.

De que modo os contratos de manutenção das marcas oficiais estão a influenciar a venda de peças aftermarket para veículos pesados?
As peças originais fazem parte do nosso portefólio, pelo que até por aí temos sabido contrariar esta tendência. Alguns dos nossos clientes são também representantes oficiais das marcas.

Que papel os distribuidores de peças devem desempenhar como parceiros de negócio das oficinas de pesados?
As oficinas são uma peça chave neste mercado sejam elas oficiais das marcas sejam independentes. Atualmente, a Motorbus não tem parceria com nenhuma rede oficinal, mas estamos atentos.

A entrega de peças na hora é, hoje, uma exigência das oficinas, mas tem custos logísticos enormes para os distribuidores. É possível reduzir esses custos?
O serviço é muito importante neste setor. Para além de termos acordos com os principais transportadores para entregas bi-diárias, dispomos ainda de três carrinhas próprias para fazer as entregas atempadamente nos clientes. O cliente valoriza a entrega a tempo e horas da peça, apesar de ser sem dúvida um custo para o distribuidor.