“É fundamental dispormos de elevada capacidade de adaptação”

Entrevista com Ricardo Venâncio, administrador da Autozitânia

Especialista na importação e distribuição de peças para o setor automóvel, a Autozitânia não trabalha diretamente com as oficinas, mas apenas com clientes retalhistas e com as campanhas direcionadas a estes.

Para a Autozitânia, é fundamental conhecer cada cliente para que seja possível personalizar o serviço e adaptá-lo ao que este mais precisa. Para tal ser viável, é essencial um grande trabalho “no terreno”, de forma a estar a par das suas reais necessidades, no momento, e daquilo que é mais valorizado. Um conhecimento profundo de cada cliente, apenas possível devido a um acompanhamento constante.

A Autozitânia assume-se como uma referência do aftermarket nacional, ou seja, uma empresa que marca a sua tendência e que gera valor para os seus parceiros. A organização continua a privilegiar a estratégia de prestar um serviço de excelência, procurando inovar, de forma a cumprir (e exceder) as expectativas dos parceiros, mantendo uma atenção e uma proximidade constante, de modo a promover um crescimento sustentado de todos os stakeholders.

A Autozitânia tem promovido várias campanhas de produto para os seus clientes. Qual tem sido a recetividade das oficinas a estas campanhas?
Apesar da Autozitânia não trabalhar diretamente com oficinas, pois só trabalha com clientes retalhistas e as campanhas são direcionadas a estes, o feedback que os nossos clientes nos transmitem da recetividade das oficinas é muito bom. Existe elevada recetividade das oficinas a campanhas de produto, e a nossa preocupação tem sido cada vez maior em apoiar os nossos clientes retalhistas no seu negócio com as oficinas, seja através de campanhas ou outro tipo de serviços diferenciadores.

As peças para os veículos elétricos e híbridos já têm alguma representatividade nas vossas vendas?
Neste momento, as peças para os veículos elétricos e híbridos ainda não são representativas nas nossas vendas. Este fato vai de encontro à atual constituição o próprio parque automóvel, pois apesar da tendência de aumento deste tipo de veículos, ainda não são representativos no mesmo.

Quais foram as principais ações e eventos realizados pela Autozitânia em 2018?
Durante o ano 2018 mantivemos a dinâmica dos anos anteriores, com a realização de muitas ações junto dos nossos clientes. Destacamos a participação na ExpoMecânica 2018, como um dos eventos com maior impacto durante este ano.

A nível de proximidade podemos referir a promoção de marcas que comercializamos através de carrinhas técnicas que foram às lojas dos clientes permitindo assim o aumento da proximidade cliente-marca. Nesta área realizámos a ação B-Connected 2018 em conjunto com a Monroe, com a visita de veículos de caráter técnico e comercial que teve bastante impacto e recetividade junto dos nossos clientes.

Realizámos também várias formações comerciais, técnicas e comportamentais, que permitiram dotar os nossos clientes de ferramentas para desenvolver o seu negócio.

A juntar a estas ações, organizámos outras ações personalizadas junto dos clientes.

Até final do ano vamos realizar outras ações, como a visita a fábricas europeias de marcas que fornecemos, mantendo a nossa elevada dinâmica habitual.

Como consegue servir bem tantos clientes e tão distintos?
É fundamental conhecer cada cliente, para que possamos personalizar o serviço e adaptá-lo aquilo que mais precisa. Para isto ser possível, é essencial um grande trabalho “no terreno”, de forma a que consigamos estar a par de quais são as suas reais necessidades no momento e aquilo que valoriza. Este conhecimento profundo de cada cliente só é possível através de um acompanhamento constante, que nos permita analisar e adaptar a oferta que melhor se adequa aos diferentes clientes.

Considera que a logística de entrega de peças continua a ser o grande desafio para as empresas de distribuição?
Efetivamente a logística da entrega de peças de forma rápida e eficiente é um grande desafio para nós. Para prestarmos o melhor serviço possível, pensamos o nosso sistema logístico com o foco no cliente e nas suas necessidades. Só assim é possível, não só cumprir como exceder as expectativas dos clientes relativamente ao nosso serviço de entregas. Este é uma das nossas principais mais-valias.

Depois trabalhamos para que o nosso cliente consiga rentabilizar o nosso sistema logístico, e proporcione um alto nível de serviço às suas oficinas que o ajudem a desenvolver o seu negócio.

Considera que os clientes valorizam o vosso serviço?
Sem dúvida, as inovações que implementamos no nosso serviço são sempre bem recebidas e valorizadas pelos nossos clientes, que entendem as vantagens que lhes trazem. O nosso serviço é um dos nossos fatores de diferenciação, e os nossos clientes reconhecem isso mesmo, sabendo que procuramos constantemente a melhoria que lhes permita também fazer a diferença junto das oficinas.

A entrada das marcas de automóveis no aftermarket tem afetado o vosso negócio?
São mais um player que aumenta ainda mais a concorrência num mercado já muito agressivo, contudo até ao momento não sentimos um elevado impacto direto. Mas temos de considerar que este novo player tem grande dimensão e conta com uma base de suporte muito forte, como são as marcas de automóveis, o que lhes permite a entrada no mercado de forma muito agressiva e que sem dúvida irá afetar todos os outros players do mercado aftermarket.

E as vendas de peças online? Considera os portais de vendas online vossos concorrentes?
Sim, consideramos os portais de vendas de peças online nossos concorrentes assim como são dos nossos clientes retalhistas. Estes canais alteram a tradicional cadeia de distribuição, ultrapassando níveis da mesma, pelo que têm uma impacto direto tanto no nosso negócio como no dos nossos clientes.

A Autozitânia é um dos principais players do mercado da distribuição de peças em Portugal. O que pretende fazer para manter esta posição?
Pretendemos continuar a ser uma referência do aftermarket nacional, a marcar a sua tendência e a gerar valor para os nossos parceiros. Para mantermos a nossa estratégia queremos continuar a prestar um serviço de excelência, procurando inovar de forma a cumprirmos e excedermos as expectativas dos nossos parceiros. Vamos manter uma política de proximidade junto dos nossos clientes, de forma a satisfazermos as suas necessidades em cada momento, e provendo um crescimento sustentado para todos os stakeholders.

Que desafios se colocam ao futuro da Autozitânia?
Os desafios são vários e cada vez mais exigentes, num mercado que tem um ritmo de mudança cada vez maior. É fundamental possuirmos uma elevada capacidade de adaptação de forma a enfrentar os desafios com que nos deparamos, acreditamos que só assim poderemos ter sucesso num mercado com tendência a tornar-se mais agressivo.

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