“O futuro das oficinas está assegurado”

Os responsáveis máximos da ZF Aftermarket, Markus Schmitt e Markus Wittig, partilharam, na Automechanika Frankfurt 2018, a sua visão do futuro e como está o fabricante a preparar-se para não perder terreno face aos concorrentes.

Com todas as tecnologias que se avizinham, os veículos elétricos, os autónomos e as aplicações de smartphone que se assumem como assistentes (quase) perfeitos do aftermarket, qual é o futuro deste negócio? Desta vez, falámos, não com um, mas com dois responsáveis da ZF Aftermarket, que responderam às nossas perguntas sobre o futuro do mercado do pós-venda e as soluções que o grupo preconiza para as oficinas de automóveis.

Como fabricante líder de componentes a nível mundial, com várias marcas no seu portefólio, como a própria ZF, Sachs, Lemförder, TRW, Boge ou Openmatics, a ZF Aftermarket tem uma palavra ainda mais relevante a dizer quando o assunto é o futuro do aftermarket e, consequentemente, das oficinas. A ZF opera em áreas distintas, mas o seu forte é no segmento do “driveline” (transmissão) e tecnologia de chassis, além de tecnologia de segurança ativa e passiva. A empresa conta com cerca de 146 mil colaboradores em todo o mundo, com um total de 230 fábricas a laborar em cerca de 40 países. A marca possibilita aos veículos “ver, pensar e agir”, um mote que se tem tornado o pilar de trabalho do fabricante. A empresa investe, anualmente, mais de 6% da sua faturação em pesquisa e desenvolvimento. Com o seu amplo portefólio, a ZF promove a mobilidade e serviços no segmento dos veículos ligeiros, veículos comerciais e tecnologias industriais.

Por toda a importância que a marca tem a nível mundial, nada melhor do que uma conversa com o Jornal das Oficinas para explicar o que pensa ela acerca do futuro do setor. Até porque, tendo em conta a sua dimensão, a ZF funcionará como um barómetro para todas as outras marcas e para o mercado. Em pleno Salão Automechanika, conversámos com Markus Schmitt, diretor do departamento de Conceitos Oficinais, e Markus Wittig, diretor da Unidade de Negócio do Mercado Independente de Pós-Venda da ZF, que nos deram a sua visão sobre aquilo que é, realmente, importante neste momento. O futuro deste negócio que parece sentir-se ameaçado pelas novas tecnologias, por novas cadeias cinemáticas e por outra forma de encarar o serviço em oficina. Os dois responsáveis não mostraram muitas preocupações e acreditam que, sabendo trabalhar, se vai conseguir rentabilizar ainda mais o negócio. Mas claro que existirá um processo de aprendizagem e de adaptação a tudo o que se perspetiva.

Pode ler a entrevista completa na edição de novembro do Jornal das Oficinas.

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