“Ambicionamos ser reconhecidos pela oferta de uma solução global”

Entrevista com Manuel Cardoso, administrador da Global Parts

A atividade da Global Parts teve início em junho de 2010. Nestes mais de oito anos de percurso, a empresa registou níveis de performance que, desde o primeiro momento, superaram os objetivos traçados.

Resultado que se deveu a uma equipa muito competente, completamente motivada e orientada para o cliente. Apesar de o país ser pequeno e de dispor de excelentes vias de comunicação e de operadores logísticos muito eficazes, a Global Parts também sabe que a proximidade é, muitas vezes, um fator determinante para a escolha dos clientes. Por isso, equaciona, no momento, várias possibilidades de abertura de filiais.

Ser reconhecida pelos clientes graças à oferta de uma solução global para as suas necessidades, é a principal ambição deste player, que revelou não ter prevista a inclusão dos pneus na sua atividade. No entanto, nada está excluído à partida. A empresa avaliará, em cada momento, as necessidades do mercado.

As marcas mais económicas têm o seu espaço dentro da organização. Contudo, na Global Parts, o volume que reúnem é residual comparativamente às marcas premium, uma vez que a empresa acredita que a aplicação de componentes das marcas utilizadas no primeiro equipamento é, a longo prazo, mais rentável para os operadores. A preocupação constante é oferecer qualidade. No último ano, a Global Parts acrescentou às marcas que distribui nomes como Knorr-Bremse, Dayco, Monroe e Schaeffler, expoentes máximos nas áreas onde operam.

Sendo a evolução tecnológica uma constante, a empresa está consciente que os clientes, em particular as oficinas, têm uma necessidade vital de se atualizarem e de se adaptarem aos novos sistemas. Como tal, a Global Parts representa a melhor ferramenta de diagnóstico de pesados, a Jaltest, em conjunto com a qual tem promovido, anualmente, ações de formação a oficinas e frotas.

Qual tem sido a política da Global Parts ao nível do produto?
As marcas mais económicas têm o seu espaço, contudo na Global Parts é residual comparativamente às marcas premium, uma vez que acreditamos que a aplicação de componentes das marcas utilizadas no primeiro equipamento, é a longo prazo mais rentável para os operadores. A nossa preocupação constante é oferecer qualidade. Ambicionamos ser reconhecidos pelos nossos clientes pela oferta de uma solução global para as suas necessidades.

Como tem sido o desempenho da vossa filial no Seixal? Tem alcançado os objetivos propostos?
A Global Parts Sul iniciou a atividade em junho de 2016, tendo, nestes dois anos e meio, registado níveis de performance que desde o primeiro momento superaram os objetivos que traçámos. Temos uma equipa muito competente, completamente motivada e orientada para o cliente.

E a Global Parts Ibérica, qual tem sido a sua evolução e que objetivos pretende atingir a nível de vendas?
Madrid é uma operação independente, na qual temos uma participação estratégica. É uma empresa de excelência, que se tornou um dos principais players no país vizinho em apenas 8 anos. Tem registado níveis de crescimento impressionantes e tem um plano de crescimento muito ambicioso.

Qual o vosso relacionamento com os clientes?
Entendemos que cada cliente é único. Temos uma equipa de comerciais a acompanhar os clientes, quer externa quer internamente, o que permite um conhecimento muito pessoal das características e expetativas de cada um. Entendemos cada cliente como um parceiro, e temos apenas um objetivo: antecipar as suas necessidades e dar a resposta adequada.

Que apoio dão aos vossos clientes oficinas?
A evolução tecnológica é uma constante, e estamos conscientes que os nossos clientes, em particular as oficinas, têm uma necessidade vital de se atualizarem e adaptarem aos novos sistemas. Representamos a melhor ferramenta de diagnóstico de pesados, a Jaltest, em conjunto com a qual temos promovido anualmente ações de formação a oficinas e frotas.

Que análise faz do mercado de distribuição de peças para veículos pesados em Portugal?
A distribuição de peças, tal como qualquer outra atividade comercial e de serviços, tem uma forte pressão competitiva. O modelo alterou-se radicalmente: tudo está acessível a todos. A distribuição democratizou-se, sendo possível a uma pequena empresa ter acesso ao produto em condições semelhantes às dos grandes distribuidores, e é o nível de serviço, a flexibilidade e a inovação que podem fazer a diferença.

São um dos principais players do mercado da distribuição de peças para pesados. O que pretendem fazer para manter esta posição?
Temos consciência da posição que ocupamos, a nível local e nacional, e sabemos que existe uma necessidade de melhoria constante dos processos, dos recursos e do conhecimento para manter e se possível melhorar essa posição. Temos toda a equipa orientada nesse sentido.

Que desafios se colocam ao futuro da Global Parts?
À semelhança do que acontece em todos os setores de atividade, também o negócio da distribuição de peças está inevitavelmente a sofrer influências dos fenómenos da globalização e da inovação tecnológica. Fatores como a telemática, a "eletrificação" de veículos e a condução autónoma são já uma realidade. A Global Parts está atenta a esses fenómenos e tem como certa a necessidade de adaptação do modelo de negócio.

 

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