Veículos elétricos? Só nas grandes cidades

O veículo elétrico parece reunir todas as características para ser um modo de transporte urbano por excelência, de acordo com a opinião de 68% dos inquiridos pel'O Observador Cetelem Automóvel 2019.

Os portugueses são os que menos concordam esta ideia (59%, menos nove pontos percentuais do que a média dos 16 países). Contudo, para 86% do total de inquiridos e para 84% dos portugueses, continuam a existir poucos modelos disponíveis.

Segundo a opinião da maioria dos inquiridos pelo Observador Cetelem Automóvel (68%), os veículos elétricos parecem ser mais adequados à circulação na cidade e ainda mais aos grandes centros urbanos.

A Alemanha é o país onde os inquiridos mais acreditam nesta ideia (86%), seguido da Itália (83%), enquanto os belgas são aqueles que menos concordam com o papel exclusivamente urbano dos elétricos (54%).

Já no caso nacional, apenas 59% dos portugueses parece concordar com esta afirmação.

Também a maioria dos inquiridos (65%) concorda que os veículos elétricos permitirem escapar às limitações urbanas que têm vindo a ser impostas à circulação de automóveis um pouco por todo o mundo.

Esta percentagem é ainda maior nos países que aplicam fortes restrições de circulação aos veículos de combustão, como Itália (86%), Espanha (84%), China (81%) e México (78%).

Em Portugal, apenas 45% dos inquiridos nacionais considera que os veículos elétricos permitirão escapar às crescentes limitações urbanas impostas aos automóveis, sendo mesmo os que menos acreditam entre os inquiridos (-20% que a média dos 16 países).

Os elétricos são ainda vistos como uma solução eficaz para limitar a poluição sonora criada pelo trânsito rodoviário nas cidades, com 92% do total de inquiridos a referir o silêncio como uma característica.

A oferta de modelos elétricos parece, porém, continuar pouco atrativa. Pelo menos, para 86% do total dos consumidores, que considera que existem poucos modelos disponíveis. Os noruegueses são, de longe, aqueles que menos concordam com esta ideia (64%).

Também a esmagadora maioria dos automobilistas portugueses (84%) considera que ainda não existem modelos suficientes disponíveis. Os mais ansiosos por novas alternativas elétricas são, no entanto, os inquiridos no Japão (92%), na Turquia (91%) e na Polónia (90%).

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