Parque automóvel empresarial português acompanha tendência europeia

Os empresários portugueses estão otimistas quanto ao crescimento das suas frotas de automóveis, acompanhando a tendência entre as empresas europeias.

O uso de viaturas com energias alternativas é uma realidade em Portugal, com os indicadores a mostrar que as empresas nacionais têm níveis de maturidade semelhantes aos das suas congéneres europeias.

Estas são conclusões do Barómetro 2019 do Arval Mobility Observatory, estudo realizado, no passado mês de março, a mais de 4.000 empresas, das quais 300 em Portugal, visando fornecer informações independentes e precisas sobre a mobilidade nas empresas e partilhar a opinião dos empresários com todos os tipos de públicos.

A maioria das empresas portuguesas mostra-se favorável ao crescimento da sua frota automóvel, superando em percentagem as empresas que preveem uma redução destes ativos nos próximos anos.

Este clima de confiança é transversal à dimensão das empresas inquiridas e é reforçado pelos números, onde 15% estimam um crescimento no número de viaturas, contra 6% que antecipa o contrário.

Portugal segue, assim, em linha com a tendência de crescimento estimada pelos gestores europeus, onde se verifica que há mais 18% de empresas que preveem crescimento do seu parque automóvel, enquanto 7% estimam um emagrecimento.

Esta tendência é confirmada na análise dos resultados por dimensão de empresa, com destaque para o grande otimismo por parte dos gestores de grandes empresas com mais de 500 colaboradores, onde o barómetro do Arval Mobility Observatory mostra que 37% acredita num aumento das suas frotas e apenas 5% prevê um cenário oposto.

A nível europeu é, também, nas empresas de maior dimensão onde se verifica um balanço mais favorável, com 26% das organizações a considerar um crescimento das suas frotas e apenas 11% a estimar uma redução de ativos.

Nas empresas portuguesas, a renovação das frotas de automóveis acontece, em média, aos sete anos e meio, enquanto que a média europeia é de apenas seis anos. Isto significa que os gestores portugueses demoram cerca de mais um ano e meio a tomar a decisão de atualizar as suas frotas face à média europeia.

O período de renovação vai diminuindo em função da dimensão da própria frota, ou seja, quanto maior for a frota mais cedo acontece a troca de viaturas.

A percentagem de empresas portuguesas que tem, pelo menos, uma viatura com motorização híbrida, híbrida plug-in ou elétrica cresceu 54% face ano anterior. São já 20% as empresas que têm nas suas frotas viaturas com energias alternativas, percentagem que está em linha com a Europa (21% das empresas).

 O crescimento na utilização de energias alternativas entre as empresas portuguesas verifica-se em todos os segmentos de frotas, estando, assim, Portugal também em linha com a média das empresas europeias no que toca à utilização de novas tecnologias.

Por tipologia de energia, verifica-se uma tendência de crescimento na utilização das novas tecnologias em Portugal, nomeadamente: 13% de empresas já utilizam viaturas elétricas, 10% têm viaturas híbridas e 8% confirma a existência de viaturas híbridas plug-in nas suas frotas.

Em comparação com 2018, a percentagem de empresas nacionais que confirma utilizar viaturas com tecnologia elétrica cresceu 62%, 40% na utilização de híbridos e 60% em viaturas híbridas plug-in.

Os dados do barómetro do Arval Mobility Observatory destacam ainda que 43% das empresas nacionais já utiliza ou considera vir a ter viaturas com novas tecnologias, chegando esta projeção aos 74% entre as empresas com mais de 50 viaturas.

Estes indicadores mostram que as empresas nacionais estão com níveis de maturidade na perspetiva de transição energética semelhantes aos das suas congéneres europeias.

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