AkzoNobel utiliza fotossíntese para fixar tinta

Observar a tinta a secar acabou de ficar interessante. Isto porque a AkzoNobel está a desenvolver um revestimento de alta tecnologia que se fixa nas superfícies, aproveitando a energia da luz do dia.

O novo revestimento utiliza um processo semelhante ao da fotossíntese para se fixar, quando aplicada uma pequena quantidade manualmente.

Ao converter a energia luminosa em energia química, a tinta espalha-se sobre a superfície escolhida.

O segredo está na nanotecnologia embutida nos pigmentos, que age como um pincel invisível.

Isto é controlado e contido por uma fita especial usada para marcar a área selecionada.

Ainda a germinar nos laboratórios da empresa, o revestimento altamente inovador está  a ser projetado para uso externo em partes de edifícios e estruturas, que podem ser de difícil acesso, tornando a manutenção mais segura e fácil.

"Tiramos uma folha do livro da natureza usando energia renovável para abastecer a nossa pintura", explica o cientista da AkzoNobel, Opal Lofri, que lidera o projeto.

"A nossa inovação abrange todas as áreas de desenvolvimento de produtos, incluindo a aplicação. O facto de estarmos a imitar a natureza torna-a ainda mais especial, poderíamos dizer que a nossa tinta cresce em si".

Esperando-se que se torne num exemplo brilhante da inovação na AkzoNobel, a tecnologia Synthesystem leva vários fatores em consideração, como a intensidade da luz do dia e o tamanho da área que está a ser revestida.

"Ainda há algum caminho a percorrer em termos de aperfeiçoamento da fórmula, mas as tentativas iniciais foram promissoras", acrescenta Lofri.

"Tudo veio da semente de uma ideia e, agora, parece que tudo é possível. Quem sabe até onde podemos ir?", conclui.

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